Milhares de adventistas do sétimo dia se mobilizaram, em 22 de agosto, para divulgar uma mensagem de combate ao abuso e à violência. Como parte do sábado mundial de ênfase da enditnow®, eles ocuparam ruas, parques e espaços públicos em toda a Divisão Interamericana (DIA) com passeatas, ações comunitárias, orações e atividades de serviço.
Das Bahamas e do Caribe ao México, à América Central, à Colômbia e à Venezuela, membros da Igreja pediram o fim da violência por meio de faixas, distribuição de materiais informativos, programas educativos e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, com alimentos e outros tipos de assistência prática.

As atividades se concentraram no tema deste ano, “Movidos pela Compaixão”, que desafiou os membros a reconhecer o abuso e a responder ao sofrimento com a mesma compaixão demonstrada por Jesus. O sábado especial integrou uma campanha mais ampla de 31 dias promovida pela DIA durante todo o mês de agosto, com reflexões diárias, desafios práticos e recursos para compartilhamento, elaborados para tornar a compaixão uma resposta cotidiana ao abuso e à violência.

Para Sandra Pinto, diretora dos Ministérios da Mulher, das Crianças e dos Jovens da DIA, foi significativo ver essa mensagem alcançar comunidades em todo o território.
“Foi profundamente emocionante ver a mobilização em toda a Divisão Interamericana”, disse Sandra. “Não foram apenas passeatas com cartazes; vimos a compaixão em sua forma mais pura.”
Segundo ela, jovens, mulheres e famílias inteiras oraram por pessoas necessitadas, forneceram alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade e ofereceram incentivo e orientação àqueles que enfrentavam dificuldades.
“Foi a fé ultrapassando as quatro paredes da igreja para acolher a dor da comunidade”.

Em Nassau, nas Bahamas, membros da Associação do Sul das Bahamas marcharam pela East Street antes de se reunirem na Rawson Square para uma manifestação transmitida pela rádio nacional. Líderes da Igreja, ativistas e representantes da comunidade abordaram a violência doméstica, o abuso infantil e a violência de gênero.
Ann Marie Davis, esposa do primeiro-ministro das Bahamas, disse aos participantes que a compaixão deve levar à ação.
“A compaixão não consiste apenas em se importar”, afirmou Davis. “É preciso permitir que esse sentimento nos leve a agir.” Ela conclamou as comunidades a romper o silêncio, apoiar aqueles que estão se recuperando do abuso e trabalhar pela construção de ambientes nos quais as pessoas se sintam seguras e valorizadas.

A presidente do Senado, J. LaShell Adderley, desafiou as igrejas a reconhecerem sua responsabilidade para com as pessoas em situação de abuso. Marissa Mason-Smith, presidente da Comissão de Proteção contra a Violência, incentivou os participantes a continuarem se manifestando e agindo mesmo após o término do evento.
“Nesta noite, marchamos com compaixão, mas amanhã devemos agir com coragem”, afirmou Mason-Smith. Ela enfatizou que ações contínuas podem transformar uma única voz em um movimento comprometido com a proteção das pessoas e a restauração da dignidade.

Manifestações públicas semelhantes ocorreram em todo o território.
No Panamá, crianças, jovens e adultos de igrejas de todo o país participaram da ênfase da enditnow®. Na Cidade do Panamá, membros da Associação Metropolitana do Panamá marcharam pela Via España carregando cartazes que denunciavam a violência física, psicológica, verbal, econômica e sexual. Os participantes também distribuíram livros e revistas que promovem famílias mais unidas e comunidades mais saudáveis.

Em Antígua e São Cristóvão, a Associação Sul das Ilhas de Sotavento promoveu passeatas em resposta à preocupação com a criminalidade e a violência. Em Antígua, os participantes fizeram paradas em quatro locais para orar pelas vítimas e por suas famílias. Já em São Cristóvão, jovens pararam ao longo do percurso para incentivar outros jovens a cuidar da saúde mental. A cobertura no rádio, na televisão e na internet ampliou o alcance da mensagem para além do público presente.

“Esta passeata foi uma iniciativa para combater o estigma associado ao abuso e ajudar as vítimas a reconhecerem que podem buscar ajuda”, afirmou Kay White, diretora do Ministério da Mulher da Associação Sul das Ilhas de Sotavento. “O departamento continuará sendo a voz daqueles que não podem falar por si mesmos.”
Centenas de pessoas também foram às ruas de Nueva Concepción, no departamento de Escuintla, sul da Guatemala. Além das passeatas, foram oferecidos serviços de saúde e realizadas ações de conscientização. Pessoas de todas as idades distribuíram materiais informativos e exibiram cartazes de alerta sobre a violência doméstica e de gênero.
No leste da Venezuela, dezenas de pessoas participaram de marchas, caminhadas, palestras comunitárias e outras ações de conscientização. Novas passeatas de prevenção também estão previstas em outros campos locais. Marchas e atividades educativas foram igualmente realizadas no território do oeste da Venezuela.

Na Colômbia, as congregações transformaram a mensagem da enditnow® em mobilização pública e ações concretas de serviço.
Em toda a União Colombiana do Norte, nas associações do Caribe e do Atlântico Colombiano e na Missão das Ilhas, as igrejas atenderam idosos, trabalhadores, pessoas em situação de rua e outros integrantes das comunidades locais. As atividades buscaram transformar a mensagem de compaixão em ações concretas de serviço cristão.

Em Cartagena, na Colômbia, os participantes entregaram a idosos 16 cestas contendo alimentos, itens de higiene pessoal e mensagens de esperança escritas por crianças e adolescentes. Em Santa Marta, integrantes do Ministério da Mulher, Desbravadores e líderes de Desbravadores distribuíram materiais informativos e mensagens de esperança nos arredores da baía. Na ilha de San Andrés, membros da Igreja distribuíram roupas e 100 refeições a pessoas em situação de rua.

“A enditnow® nos lembra de que, como Igreja, somos chamados a transformar nossa mente e nosso coração para amar, respeitar e cuidar das pessoas”, afirmou Isabel Aguilar, diretora dos Ministérios da Mulher, da Criança e dos Jovens da União Colombiana do Norte. “Queremos que a sociedade saiba que estamos aqui para apoiar, abençoar e caminhar ao lado das pessoas, seguindo o exemplo de Jesus.”
Em toda a União Colombiana do Sul, a mensagem de prevenção ultrapassou os púlpitos e chegou a parques e praças públicas por meio de sermões, programas da Escola Sabatina, seminários, oficinas, passeatas e ações solidárias.

Silvia Lozano, diretora do Ministério da Mulher da União Colombiana do Sul, descreveu a campanha como um chamado para sermos “mais compassivos com aqueles que sofrem, mais atentos e proativos na identificação de situações de abuso” e mais semelhantes a Cristo no cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade.
Lady Oviedo, diretora dos Ministérios da Criança e dos Jovens da União Colombiana do Sul, incentivou pais e responsáveis a orientar, observar e agir.
“Uma criança que está sofrendo nem sempre consegue expressar isso em palavras”, afirmou Oviedo, ao incentivar as famílias a denunciar e buscar ajuda diante de qualquer suspeita de abuso.

Igrejas de todo o México também adaptaram a campanha às necessidades de suas comunidades.
Na Igreja Adventista Mérida 61, em Yucatán, território da União Mexicana do Sudeste, cerca de 100 pessoas participaram de oficinas e de uma mesa-redonda sobre diferentes formas de violência, abordadas por profissionais das áreas de psicologia, direito e nutrição. Segundo o pastor local, Josué Contreras, discutir a violência contribui para fortalecer o papel da igreja como uma comunidade segura para mulheres, crianças e famílias.

Na União Mexicana do Norte, mulheres convidaram amigas para participar de debates nas igrejas, compartilharam pelo WhatsApp vídeos produzidos especialmente para amigas não adventistas e distribuíram alimentos em Chihuahua. Também foi realizada uma passeata na Associação do Vale do México, pertencente à União Mexicana Central.
Programas de conscientização também foram realizados em igrejas da região sul da República Dominicana.

A mobilização de 22 de agosto integrou uma campanha da enditnow® realizada durante todo o mês na Divisão Interamericana. Iniciada em 1º de agosto, a campanha contou com vídeos diários nas redes sociais, reflexões, desafios e recursos digitais que incentivaram os membros a identificar situações de abuso e agir de maneira prática.
Sandra destacou que a mobilização digital teve importância especial, pois o abuso muitas vezes se fortalece no isolamento. Segundo ela, compartilhar mensagens de compaixão e palavras de incentivo pode ajudar a combater o estigma e conectar pessoas em situação de abuso ao apoio de que necessitam.

Ela enfatizou, porém, que esse compromisso não pode terminar com a campanha.
“O abuso é uma realidade dolorosa que afeta milhões de pessoas todos os dias”, afirmou. “Não podemos permitir que a compaixão se limite a uma iniciativa realizada apenas durante um mês do ano.”
Ao mencionar o chamado bíblico de Provérbios 31:8 para defender aqueles que não podem falar por si mesmos, ela ressaltou que essa responsabilidade vai muito além de passeatas e campanhas.
“A verdadeira religião não desvia o olhar”, declarou. “Ela permanece presente, protege e restaura todos os dias do ano.”

A enditnow® é uma iniciativa mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia que promove a conscientização sobre todas as formas de abuso e violência e convida os membros da Igreja a contribuírem para a construção de lares e comunidades mais seguros. Por meio da educação, da prevenção, da mobilização e da assistência prática, a iniciativa incentiva os adventistas a defenderem pessoas em situação de vulnerabilidade, agirem com compaixão e ajudarem vítimas de abuso a encontrar os recursos e o apoio adequados.
Michelle Greene, Cristin Serrano, Laura Acosta, Johana García, Kay White, Victor Martínez, Abdiel Patraca, Gaby Chagolla e Bernardo Medina contribuíram com informações para esta reportagem.
O artigo original foi publicado no site de notícias da Divisão Interamericana.







