Segundo a Missão de Vanuatu, acredita-se que seis adventistas tenham morrido no naufrágio da balsa MV Matui. Descrita como uma das tragédias marítimas mais graves da história de Vanuatu, a ocorrência também mobilizou adventistas nas buscas por sobreviventes e nas operações de resgate.
A embarcação afundou em 11 de setembro, quando navegava de Santo para Ambae sob condições de mar agitado. Segundo as autoridades de Vanuatu, havia 53 pessoas a bordo. Quatorze sobreviventes foram resgatados e dois corpos foram recuperados. As buscas terminaram em 17 de setembro, quando 37 pessoas ainda estavam desaparecidas.
Em uma publicação nas redes sociais, a Missão de Vanuatu informou que várias famílias adventistas perderam parentes, entre elas famílias de pastores, líderes da Igreja e outros membros.
Em 19 de setembro, o ministério musical "Crown of Thorn" organizou uma cerimônia em memória das vítimas no cais de Samansen, em Luganville, de onde o MV Matui havia partido em sua última viagem. Adventistas da região se reuniram para homenagear as vítimas e apoiar as famílias enlutadas.
[Foto: Divisão do Pacífico Sul]
[Foto: Divisão do Pacífico Sul]
[Foto: Divisão do Pacífico Sul]
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Entre as famílias afetadas está a de Wesley Karae Seth, diretor da Escola Adventista de Luganville. Seu irmão, de 72 anos, estava a bordo da embarcação. Seth soube do naufrágio no dia 12 de setembro, enquanto participava de uma atividade da escola voltada à comunidade.
O pastor adventista aposentado Jonathan Bule e sua esposa perderam o filho Jerry Bule, de 38 anos. Capitão de navio, Jerry deixou esposa e dois filhos. Shane Bule, outro filho do casal, viajou de Malekula a Luganville para apoiar a família.
O filho de 22 anos do ministro Shemo Wilson também estava no MV Matui e acredita-se que tenha morrido. Segundo a Missão de Vanuatu, a família orou e jejuou durante 11 dias após o naufrágio, na esperança de que ele e os demais desaparecidos fossem encontrados com vida.

Outras famílias adventistas afetadas pertencem às comunidades de Lolovatali e Waluriki, no noroeste da ilha de Ambae.
Peter Terry, empresário adventista e proprietário da Indigenous Island Shipping Services, sediada em Luganville, procurou as autoridades após receber uma ligação de um parente em Ambae, preocupado com a possibilidade de ter acontecido algo com o MV Matui. Segundo a Missão de Vanuatu, sua casa se tornou um ponto de encontro para pessoas envolvidas na comunicação e na coordenação das buscas.
Terry também procurou o Dr. Mark Turnbull, médico e piloto adventista que mantém um serviço de atendimento médico aéreo no norte de Vanuatu. Turnbull usou seu avião para procurar sobreviventes, avistou vários deles do ar e transmitiu suas coordenadas às embarcações de resgate.
Turnbull disse à ABC Pacific que começou a participar das buscas cerca de 24 horas após o naufrágio. Durante a operação, ele também lançou água potável aos sobreviventes antes que uma embarcação pudesse alcançá-los.
A Missão de Vanuatu informou que outros membros adventistas usaram seus próprios barcos para ajudar nas buscas.
O artigo original foi publicado no site de notícias da Divisão do Pacífico Sul.






