Patricia Drake Cople, ex-aluna da Universidade de Walla Walla, recebeu em 2025 o Prêmio Junia da Associação de Mulheres Adventistas, entregue durante a 62ª Assembleia da Associação Geral em St. Louis, Missouri. O prêmio reconhece mulheres que estão abrindo novos caminhos, atuantes em suas igrejas ou servindo como líderes.
Em 1958, Cople se tornou a primeira mulher a se formar na Escola de Engenharia Edward F. Cross da Universidade de Walla Walla, recebendo o diploma em engenharia arquitetônica. Mais tarde, em 1988, foi nomeada Ex-Aluna do Ano pela Universidade de Walla Walla.
“Os estudantes de engenharia eram reconhecidos no campus porque os rapazes usavam suas réguas de cálculo no cinto”, relembrou. “Mas eu não podia usar calças, pois as mulheres tinham que usar vestidos.” Além de carregar sua pesada régua de cálculo, Cople também se recorda de transportar equipamentos de topografia para os locais de prática em uma disciplina ministrada por Edward Cross.
Seu primeiro emprego em engenharia foi no Distrito de Walla Walla do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, o que a ajudou a custear seus estudos.
“O Corpo de Engenheiros contratava estudantes de engenharia para trabalhar durante as férias, então acumulávamos horas que contavam para o tempo de serviço civil. Quando me formei, já tinha um ano completo de serviço civil, e eles podiam me enviar para qualquer local onde houvesse um escritório distrital.”
Cople se mudou para Los Angeles, Califórnia, para um programa de treinamento rotativo de 18 meses com o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, onde foi designada para uma unidade de coordenação. Após concluir o programa, mudou-se para Chicago, Illinois, para sua próxima designação. Em 1961, casou-se com seu marido, Ron.
Em 1968, Cople foi transferida para Washington, D.C., para integrar a equipe da Força Aérea dos EUA. Lá, desenvolveu métodos inovadores para a elaboração de contratos de construção com foco na redução de custos adicionais. Também criou um plano abrangente de gerenciamento de obras que ainda hoje é utilizado em todos os grandes projetos de construção da Força Aérea.
“Havia uma vantagem em ser mulher em um campo dominado por homens. Naquela época, se eu participava de uma reunião com militares, as pessoas que estavam sendo informadas me reconheciam pelo nome e sabiam de onde eu era. Mas, aos olhos deles, todos os homens eram apenas rostos indistintos”, contou Cople.
Ela se tornou a primeira mulher civil a ser nomeada Chefe da Divisão de Construção da Força Aérea. Nesse cargo, seu trabalho a levou a grandes instalações militares nos Estados Unidos e na Europa.
Após concluir um ano de estudos de pós-graduação em relações industriais e trabalhistas na Universidade Cornell, Cople foi contratada como diretora associada de construção no Gabinete do Secretário Assistente de Defesa no Pentágono. Nesse cargo, defendeu a qualidade e a excelência no design e na construção militar.
Cople aposentou-se em 1994, mas logo aceitou uma posição em uma empresa internacional privada de engenharia. Uma de suas missões mais gratificantes foi integrar a equipe de consultoria para a construção do sistema de metrô de Ancara, na Turquia. Além de sua atuação em engenharia, também fez parte do Conselho de Administração do Hospital Adventista de Washington.
Atualmente, Cople continua ativa em seus hobbies e em sua comunidade. Ela é membro de um clube de carros antigos e já restaurou vários clássicos, incluindo um Buick 1941, um Chevrolet Corvette 1962 e um Buick Skylark 1962. Também participa da associação de moradores local e integra comitês de revisão arquitetônica. Cople e seu marido têm uma filha casada e dois netos, que moram próximos, no Texas.
“Aprendi algumas lições ao longo do caminho”, compartilhou Cople durante a cerimônia do Prêmio Junia. Ela destacou o valor de uma família solidária, o poder da flexibilidade e a importância de construir redes sólidas. Também incentivou o uso do bom humor e da persistência, e encorajou mulheres profissionais a abraçarem seus dons únicos no ambiente de trabalho.
Cople foi uma das três mulheres homenageadas com o Prêmio Junia 2025. Ela foi reconhecida ao lado de Wanda Phipatanakul, diretora do Centro de Pesquisa em Imunologia do Hospital Infantil de Boston e professora de pediatria na Faculdade de Medicina de Harvard; e de Nda Anastasie, pastora e fundadora do Abrigo para Crianças de Rua em Camarões.
Juntas, suas contribuições refletem a missão do Prêmio Junia: reconhecer mulheres que abrem novos caminhos em suas áreas, lideram com visão e servem com coragem.
A versão original deste artigo foi publicada no site da Divisão Norte-Americana. Entre no canal da ANN no WhatsApp para acompanhar as últimas notícias da Igreja Adventista.






