No dia 10 de julho de 2025, às 18h45 (horário central dos EUA), G. Alexander Bryant preparou o braço e lançou a bola do primeiro arremesso no jogo de beisebol do St. Louis Cardinals — um momento raro e profundamente significativo para o presidente da Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Aos nove anos, Bryant e sua família se mudaram do Arkansas para St. Louis devido ao trabalho de seu pai. Ele estudou em escolas locais, como a Columbia Elementary School e a Sumner High School. Durante sua juventude, o programa de acesso escolar dos Cardinals oferecia ingressos gratuitos para alunos com notas máximas. Fã de beisebol, Bryant se dedicou aos estudos e, ao longo dos anos, recebeu ingressos para mais de 20 jogos da temporada regular.
“Essa generosidade me permitiu enxergar um mundo além da escola, além do meu bairro,” disse Bryant, que se tornou um dos presidentes de campo mais jovens da história da Igreja Adventista. “Em um momento decisivo da minha formação, isso me deu uma visão de oportunidades e possibilidades que eu jamais teria conhecido se não tivesse ido àqueles jogos.”
Ao mesmo tempo, durante esses anos formativos, vizinhos adventistas começaram a visitar a casa da família Bryant. Esses membros leigos compartilharam alguns materiais e perguntaram se a família teria interesse em estudar a Bíblia. Bryant, com 14 anos, aceitou o convite — e acabou se tornando o primeiro de sua família a ser batizado.
“A razão pela qual sou tão apaixonado por iniciativas como o Pentecostes 2025 é porque eu sou fruto de alguém que saiu de casa, bateu em uma porta e perguntou a uma família se queria estudar a Bíblia,” disse Bryant. “Eles não eram pastores nem pregadores. Não eram pagos. Faziam isso porque queriam compartilhar o amor de Cristo. Eu não estaria aqui se alguém não tivesse esse tipo de paixão.”
E aqueles membros fizeram mais do que apenas dar estudos bíblicos. Durante sua juventude, eles ofereceram a Bryant um lugar onde ele pudesse guardar o sábado — longe da televisão e das distrações de casa — e ele passava os sábados com diferentes famílias após o culto.
“Eles cuidaram de mim naquela época… Famílias diferentes meio que me adotaram, e a cada sábado se revezavam para me levar para casa, para que eu não precisasse voltar para um ambiente não adventista,” contou Bryant. “Mais tarde, minha família também se tornou adventista. Meu coração está nesta cidade [St. Louis] por causa do que fizeram por mim.”
Arremessando para o Futuro
A temperatura estava próxima dos 32 °C quando Bryant e sua esposa, Desiree, entraram no estádio e seguiram para a sala de espera da primeira bola. Vários representantes do departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa (PARL) se reuniram com os Bryants e outros convidados para celebrar, naquela mesma noite, o Evento de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovido pelos Cardinals — com foco em inclusão e engajamento comunitário.
Após cerca de 15 minutos, um representante dos Cardinals surgiu com a bola oficial e a entregou a Bryant. Ele esticou os ombros, flexionou os dedos e segurou firmemente a bola. Girou o braço algumas vezes, preparando-se mentalmente para o movimento do arremesso. Jogou-a suavemente no ar — uma, duas vezes — com um sorriso largo no rosto, enquanto seguia conversando com os presentes.
“Esse momento não é apenas um retorno para o pastor Bryant, é uma oportunidade de pisar no campo em gratidão pelo que os Cardinals fizeram por ele no passado,” disse Orlan Johnson, diretor de PARL da DNA. “É também uma oportunidade de apresentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia para quem está nas arquibancadas e para quem está assistindo de casa.”
Johnson completou: “Embora nosso trabalho missionário seja diferente do de uma organização esportiva, a nossa igreja está comprometida com o engajamento comunitário — e a presença do pastor Bryant aqui hoje é um testemunho claro de liderança evangelística.”
Com a Bola
O sinal foi dado para Bryant seguir pelos corredores e túneis em direção ao campo. Câmeras de celular clicavam sem parar enquanto ele e Desiree posavam com o mascote do time. O locutor, a poucos passos dos Bryants, leu um texto destacando a gratidão de Bryant pelas oportunidades que recebeu do time na juventude, além de informações sobre a Igreja Adventista na América do Norte e ao redor do mundo — incluindo estatísticas de membros e impacto global — e o papel de Bryant como líder atual da DNA. Sua voz ecoava pelo estádio enquanto câmeras fotográficas e de vídeo registravam o momento.
De repente, chegou a hora: Bryant caminhou até o montinho e se preparou para o arremesso.
Com a bola em mãos, Bryant fixou os olhos no alvo — a luva do receptor. Respirou fundo, ergueu o braço e lançou. A bola fez uma curva e quicou suavemente antes de chegar à luva do apanhador. Sorrindo de orelha a orelha, Bryant voltou a plataforma para tirar uma foto e receber a bola de volta.
“Tive oportunidades extraordinárias enquanto crescia aqui em St. Louis, e foi igualmente extraordinário poder ver, de perto, como a igreja de Deus atuava todos aqueles anos atrás — isso marcou profundamente minha vida,” contou Bryant.
Ele compartilhou que, próximo ao final do último ano do ensino médio, chegou a abandonar a escola — mas por pouco tempo.
“O diretor da academia adventista local soube que eu tinha saído da escola e me disse que Deus tinha algo especial para minha vida, e que eu precisava voltar aos estudos,” disse Bryant. “Já tinham se passado umas seis semanas, e eu achava que era tarde demais para recuperar o tempo perdido.”
O diretor discordou e traçou um plano: Bryant deveria procurar cada professor, admitir que havia cometido um erro, se comprometer a recuperar todo o conteúdo e prometer que estaria entre os melhores da turma e se formaria com honras. Bryant seguiu o plano — e foi aceito de volta. E cumpriu o que prometeu.
Depois disso, seguiu para a Universidade Oakwood, onde concluiu a graduação em teologia e administração, avançando mais tarde para o doutorado e dedicando sua vida à Igreja Adventista como pastor e administrador.
“Minha história não seria possível se não fosse pelos membros fiéis da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Northside, que me acolheram e cuidaram de mim,” acrescentou.
“Sou grato pela experiência de hoje. Mas mais do que isso, sou grato pela nossa mensagem de esperança. Vamos lá — e compartilhemos isso com o mundo.”
A versão original deste artigo foi publicada no site da Divisão Norte-Americana. Para acompanhar a cobertura completa da Assembleia da Associação Geral de 2025 — com atualizações em tempo real, entrevistas exclusivas e relatos dos delegados — acesse adventist.news e siga a ANN nas redes sociais.







