O Pacific Union College lançou o Museu da Aviação Adventista, que ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Quando estiver concluído, o espaço apresentará a história da aviação adventista, relatos missionários e homenageará aqueles que serviram comunidades remotas acessíveis somente por via aérea.
Durante o Encontro de Ex-Alunos de 2026, cerca de 150 pessoas participaram do programa de abertura, intitulado “Dando continuidade ao legado: conversas com pioneiros da aviação adventista”. Os participantes ouviram pilotos missionários adventistas que serviram em Papua-Nova Guiné, Tanzânia, Quênia, Ilhas Salomão e outros lugares de difícil acesso. O encontro também proporcionou uma visão mais ampla do trabalho missionário realizado no passado e despertou o desejo de dar continuidade à missão.
“Os adventistas do sétimo dia sempre foram um povo que leva esperança”, afirmou Nathan Tasker, diretor do Centro de Aviação do Pacific Union College, no vídeo promocional do museu. Para Tasker, um dos principais objetivos do espaço é destacar o trabalho de missionários adventistas que chegaram a lugares remotos, primeiro a pé e, depois, por via aérea.

O Charlie, um Cessna 206 incorporado ao acervo do museu em janeiro, ficará em exposição. A aeronave tem grande capacidade de carga e foi utilizada pelo programa Flying Doctor, que oferecia atendimento médico e educação, além de transportar obreiros da igreja, Bíblias e materiais de construção em Papua-Nova Guiné, Austrália e Vanuatu. Segundo relatos, milhares de vidas foram salvas graças ao trabalho realizado através do Charlie.
Um Piper Aztec conhecido como J.L. Tucker também será exposto no museu após a conclusão de sua restauração. A aeronave recebeu o nome do fundador do The Quiet Hour, ministério que doou mais de 50 aviões para servir à Igreja Adventista em todo o mundo. O J.L. Tucker foi a primeira aeronave bimotora a serviço da Igreja Adventista do Sétimo Dia e ofereceu transporte seguro e confiável por toda a região do Pacífico Sul.
Os sapatos de Janelle Alder, enfermeira missionária que desapareceu nas Filipinas em 2023, estão expostos no museu como um testemunho silencioso do preço pessoal do serviço. Entre os outros objetos em exposição estão itens de Bob Roberts, Gary Roberts e Jim Arrabito, missionários que perderam a vida, mas cuja influência permanece entre aqueles a quem serviram.
“Nossos pilotos têm sido as mãos e os pés de Jesus, servindo como uma linha de apoio vital para aqueles que foram esquecidos pelo restante do mundo”, disse Tasker. “Ao celebrarmos esses milhões de quilômetros percorridos, devemos olhar para os registros das aeronaves e os diários de voo e reconhecer que tudo isso teve um preço. Cada voo milagroso foi sustentado por um legado de sacrifício. Voar pelo evangelho é entrar em uma realidade na qual os riscos são tão reais quanto as recompensas.”
O artigo original foi publicado no site do Pacific Union College.







