Um novo jogo produzido pela sede europeia do Instituto de Pesquisa em Geociência (GRI) da Igreja Adventista do Sétimo Dia tem como objetivo ajudar jovens estudantes adventistas a lidar com questões levantadas pela educação secular, afirmaram líderes.
Creation: The Game (Criação: O Jogo) foi apresentado por Noemí Durán, diretora do GRI para a Divisão Intereuropeia, durante a convenção GAiN (Rede Global Adventista de Internet) Europa 2025, realizada em Pravets, Bulgária, no dia 15 de novembro.
Fundamentação e objetivos do jogo
Criação: O Jogo é o primeiro jogo desenvolvido pela unidade europeia do GRI, que regularmente produz materiais para igrejas locais e membros sobre temas relacionados à fé e ciência. Nos últimos anos, o escritório tem se concentrado na produção de conteúdos para crianças e adolescentes, e o novo jogo faz parte desse foco renovado.
Durán relatou que o jogo foi desenvolvido no estilo de Minecraft.
“Queríamos que fosse um sucesso, então os desenvolvedores decidiram adotar o mesmo estilo”, afirmou. O público-alvo principal são crianças e adolescentes de 8 a 14 anos. “Este jogo é para nossas crianças, para as crianças adventistas”, explicou.
O objetivo do projeto é proporcionar uma experiência divertida enquanto atende às necessidades de estudantes adventistas que estudam em escolas seculares.
“Eles aprendem evolução como fato — e surgem todas essas dúvidas, eles não sabem no que acreditar e, mesmo quando permanecem em suas crenças, não sabem como reagir ou responder a esses ensinamentos. Queremos ajudá-los nisso”, disse Durán.
Ela compartilhou que também desejam ajudar os jovens com conteúdos básicos de teologia e paleontologia. Segundo ela, precisamos conhecer ciência, precisamos fazer ciência a partir de uma perspectiva cristã bíblica, e precisamos que nossas crianças amem a ciência.
“A criação não é um conto de fadas; ela tem muito conteúdo científico. É ordenada, lógica, cheia de sabedoria. Queremos encorajar nossas crianças a confiar na Bíblia e a confiar em Deus”, afirmou Durán.
Dentro do jogo
“Este é um jogo de aventura”, explicou Durán. “Leva entre duas e três horas para ser concluído, e conta uma história com um personagem principal, um adolescente chamado Luke. Ele e sua turma visitam um museu de paleontologia para aprender sobre evolução”, contou.
Conforme os jogadores avançam pelo museu, precisam realizar atividades interativas. “Eles têm que ler os painéis e depois responder algumas perguntas”, disse Durán. “O jogo inclui textos curtos, ilustrações bonitas e temas cientificamente corretos”, acrescentou.
Por exemplo, os jogadores encontram explicações sobre como os fósseis são formados ou informações sobre rochas sedimentares. “Há também uma sala de dinossauros onde as coisas se movem”, relatou.
“Em cada sala, os jogadores podem acessar um pequeno computador que inclui jogos de perguntas e respostas sobre o que aprenderam nos painéis”, ela explicou.
Quando os estudantes terminam a visita ao museu e voltam para casa, Luke fica muito confuso, segundo Durán.
“Ele tem muitas perguntas, então, naquela noite, antes de dormir, Luke ora a Deus pedindo ajuda”, disse. “Luke quer entender se realmente tudo tem milhões de anos e se evoluímos a partir de formas de vida primitivas.”
Em busca de respostas
Na história, um anjo visita Luke e o leva de volta no tempo à Semana da Criação bíblica. Por meio de sons, música e imagens, os jogadores acompanham Luke enquanto ele explora cada dia da criação e descobre temas científicos relacionados: a natureza da luz, a atmosfera e seus componentes, fotossíntese, fases da lua e eclipses, o design das aves e a criação dos animais terrestres.
A experiência culmina na criação dos seres humanos e no primeiro sábado. A partir daí, a narrativa avança brevemente para abordar a entrada do pecado, o Dilúvio e o plano de restauração de Deus. Luke aprende que Deus tem um “plano de resgate” fundamentado no amor, disse Durán.
Para continuar explorando, Luke encontra links em seu quarto que levam a artigos do GRI reescritos para sua faixa etária, oferecendo aos jogadores acesso a recursos adicionais. A história termina com Luke retornando à escola e enfrentando uma prova que apresenta respostas evolutivas convencionais e respostas criacionistas, incentivando os jogadores a pensar em como reagiriam.
“Há um final lindo, mas não vou dar spoiler”, disse Durán com um sorriso. “Você vai ter que jogar para descobrir o que acontece.”
Design técnico do jogo
Após a apresentação de Durán, o desenvolvedor Rauel Cremades detalhou a parte técnica do projeto. A equipe utilizou cerca de 50 ferramentas de software diferentes para construir o jogo, disse ele. O foco foi criar um sistema que permitisse uma entrega mais fácil para todos os dispositivos, como websites, com custo reduzido, explicou.
“O design do jogo é muito complexo”, afirmou Cremades. “Temos muitas partes diferentes — modelos 3D, textos, áudio, animação, minijogos e mais de 100 cenas”, ele compartilhou. “Eu sei que é para crianças, mas é um projeto grande, muito complexo, e foi difícil fazê-lo acontecer.”
Ele observou que a integração de tantos elementos significa que, se uma parte do sistema quebra, “nada funciona”, tornando o desenvolvimento e o controle de qualidade especialmente exigentes. Outra etapa inclui preparar e enviar as versões finais para as lojas online, o que ele descreveu como “outro processo difícil”.
O jogo deve estar disponível para plataformas Mac e Windows por meio de suas respectivas lojas de aplicativos, afirmou.
O coordenador de apresentações do evento, Klaus Popa, parabenizou a equipe que desenvolveu o jogo.
“Obrigado pela dedicação de vocês”, disse. “Espero que meus filhos possam jogar em breve.”
A versão original deste artigo foi publicada no site da Adventist Review.










