A Exma. Clavel Ann David, membro atuante dos Serviços e Indústrias de Leigos Adventistas (ASI) da Igreja Adventista em Davao e vereadora eleita do Conselho Municipal da Cidade-Jardim Insular de Samal (IGACOS), apresentou-se diante do Conselho não apenas como legisladora, mas também como uma mulher de fé.
Durante a sessão presidida pelo vice-prefeito Richard Guindolman, ela falou com convicção sobre a situação dos estudantes adventistas do sétimo dia do Samal Island City College (SICC). As provas estavam marcadas para os sábados, entrando diretamente em conflito com a observância do sábado. Seu apelo à presidente do SICC, Dra. Jennifer Chua Gonzaga, foi claro: permitir que esses estudantes realizassem as provas em outro dia, sem penalização ou discriminação. Não se tratava de um pedido de tolerância ou de redução dos padrões acadêmicos, mas de justiça, por meio de uma adaptação que lhes permitisse cumprir as exigências acadêmicas sem abrir mão de sua fé.
As palavras de David refletiram as garantias constitucionais de liberdade religiosa e tiveram como referência a Ordem nº 105 do Departamento de Educação (DepEd), de 2010, que enfatiza a inclusão na educação. O documento reafirma que o direito ao culto é protegido pelo Artigo III, Seção 5, da Constituição das Filipinas de 1987: “Nenhuma lei será promulgada estabelecendo uma religião ou proibindo seu livre exercício. O livre exercício e o desfrute da profissão religiosa e do culto, sem discriminação ou preferência, serão permitidos para sempre. Nenhum teste religioso será exigido para o exercício de direitos civis ou políticos.”
A ordem também determina que “funcionários e estudantes do DepEd pertencentes a qualquer grupo religioso para o qual o sábado seja o dia de descanso ou ‘dia de culto’ não deverão ser obrigados a participar de seminários, provas, aulas especiais, treinamentos ou outras atividades escolares aos sábados”. Acrescenta ainda: “Não deverá haver redução ou desconto nos salários, no caso dos professores, nem qualquer prejuízo às notas, no caso dos estudantes, daqueles que se ausentarem aos sábados em razão do exercício de seu direito ao culto religioso.”
Ela lembrou ao Conselho que a verdadeira inclusão significa mais do que abrir portas. Significa adaptar as políticas para que todos os estudantes possam atravessá-las sem comprometer suas convicções.
Seu apelo está alinhado à visão do Movimento de Estudantes Adventistas e do Ministério Adventista para Universitários (MAS AMICUS), vinculado ao Ministério em Campi Públicos. O ministério existe para fortalecer a identidade dos estudantes adventistas em instituições públicas e promover seu crescimento espiritual, mesmo em ambientes seculares. Ao defender a observância do sábado, David deu voz à missão do ministério: promover a excelência acadêmica enquanto protege a fé, capacitar jovens líderes para permanecerem firmes em suas crenças e construir pontes de compreensão entre as instituições e os estudantes de diferentes origens.
Naquele plenário, sua mensagem foi mais do que uma solicitação de mudança nas normas. Foi um lembrete de que a educação forma a mente, mas a fé forma o coração. Nenhum estudante deveria ser obrigado a escolher entre as duas.
O sábado é um presente de Deus incorporado à própria estrutura do tempo. Sua origem remonta à Criação, quando “abençoou Deus o sétimo dia e o santificou” (Gênesis 2:3). É um lembrete semanal de que Ele é o nosso Criador. Ao longo da história, o sábado tem sido um sinal de fidelidade à aliança: “Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12). Ele se estende até a eternidade, onde a adoração continuará: “De um sábado a outro, toda a humanidade virá adorar diante de mim, diz o Senhor” (Isaías 66:23).
Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista, escreveu na revista Review and Herald, em 7 de fevereiro de 1893: “Embora devamos permanecer firmes como uma rocha em relação aos princípios, devemos ser corteses e semelhantes a Cristo em nosso trato com todas as pessoas. Com mansidão e amor, devemos explicar por que não podemos aceitar o sábado papal, pois ele constitui uma desonra especial a Deus, a quem amamos e adoramos. Entretanto, enquanto observamos de maneira sagrada o sábado do Senhor, não é nossa função obrigar outros a observá-lo. Deus nunca força a consciência.”
O sábado não é apenas um dia de descanso. Ele é um mandamento divino estabelecido na Criação, confirmado na aliança e estendido até a eternidade. Honrá-lo significa defender a autoridade de Deus, testemunhar de Sua lei e declarar ao mundo que pertencemos a Ele. Proteger o sábado não é opcional. É o dever sagrado do cristão e seu permanente testemunho de fé.
O artigo original foi publicado no site da União Sudeste das Filipinas.





