Mais de 200 mulheres da Divisão Norte-Americana (DNA) da Igreja Adventista do Sétimo Dia se reuniram em Denver, Colorado, para se fortalecer e renovar em propósito e missão durante o Encontro Líder Apaixonada da DNA, realizado de 4 a 6 de setembro de 2025. Esta segunda edição do evento faz parte de um plano de liderança em quatro etapas desenvolvido pelo departamento sob a liderança de DeeAnn Bragaw, diretora do Ministério da Mulher da DNA. O encontro é dedicado a líderes e voluntárias do Ministério da Mulher que apoiam mulheres em toda a divisão.
“Minha esperança para o Líder Apaixonada era que as mulheres encontrassem aqui um lugar de conexão, um lugar de inspiração e um lugar onde fossem capacitadas; que, ao voltarem para casa, se sentissem fortalecidas naquilo para o qual foram verdadeiramente chamadas, escolhidas e capacitadas por Jesus a fazer: servir as mulheres em suas comunidades locais”, destacou Bragaw.
Emily Brousson, ex-diretora do programa de liderança da Universidade Andrews, abriu as sessões gerais e conectou suas mensagens sobre comunidade e comunicação por meio da história bíblica de Moisés.
“As ações das mulheres salvaram e moldaram o jovem Moisés, criando um espaço seguro que lhe permitiu crescer e cumprir seu destino”, disse ela.
Michele Joseph, estrategista de comunicação e fundadora da Michele Joseph Creative Solutions, deu continuidade ao tema crucial da comunicação. Por meio de diversas atividades, levou as participantes a explorarem seu propósito e missão, identificarem a quem estavam servindo e avaliarem como estavam comunicando esse propósito às pessoas que atendem. Joseph destacou a importância do propósito, afirmando:
“O propósito é o seu motor”, ajudando a criar direção, foco e a construir confiança por meio da consistência.
Gina Creek, diretora de gestão de pessoas da Região Centro-Oeste da AdventHealth, iniciou sua sessão aconselhando que o papel mais importante de um líder é identificar e desenvolver futuros líderes, criando uma plataforma para que outros também possam liderar.
Ela apresentou vários exemplos bíblicos de pessoas que investiram em outras e enfatizou:
“Esse não é o trabalho apenas de quem é qualificado. Esse é o trabalho de todo seguidor de Jesus.”
Creek concluiu oferecendo reflexões sobre como identificar e nutrir futuros líderes.
Por meio da história de Débora — juíza e profetisa bíblica —, Heather Quintana, editora da revista Vibrant Life, ilustrou o chamado para fazer discípulos. Ela destacou que Débora não apenas seguiu a Deus, mas também conduziu outros até Ele. Quintana ressaltou a importância de conhecer a própria identidade em Cristo, como Débora fez, e compartilhou lições práticas de liderança: tratar as pessoas com amor em vez de como problemas a serem resolvidos, oferecer apoio genuíno, não temer a rejeição e sempre deixar espaço para a orientação do Espírito Santo.
O foco da programação de sábado foi a restauração, começando com o painel multigeracional. As organizadoras do encontro tiveram a intenção clara não apenas de conscientizar sobre as diferenças e estilos de cada geração, mas também de refletir sobre o que isso significa à luz do Ministério da Mulher e da colaboração tanto nas igrejas locais quanto na estrutura mais ampla da igreja.
A integrante do painel Vanessa Alarcón, gerente do programa de terapia do Community Reach Center, em Westminster, Colorado, e professora adjunta da Universidade Andrews, observou:
“Quanto mais conversávamos [durante o painel], mais percebíamos que, em todas as gerações, somos todas mulheres e todas queremos servir a Deus. Às vezes, há aspectos da humanidade que criam limites e barreiras [entre nós], mas Deus quebra todas essas barreiras, e só precisamos manter o foco na missão. Então, vamos simplesmente derrubar as barreiras e trabalhar juntas.”
O restante da programação do dia foi dedicado a uma abordagem ministerial voltada ao cuidado de pessoas que enfrentam traumas, conduzida por Beverly Sedlacek, cofundadora e diretora clínica do Into HIS Rest Ministries, que recebeu expressões de aprovação durante toda a sua apresentação. Sedlacek definiu o trauma e suas subsequentes manifestações, lembrando as participantes da importância de lidarem primeiro com seus próprios desafios para serem mais eficazes ao ajudar outras pessoas.
Sedlacek refletiu sobre o significado de ser uma cuidadora compassiva e destacou a importância de compreender as necessidades e os desejos de uma pessoa em sofrimento. Ela aconselhou as participantes a não darem conselhos, mas a ouvirem como as outras gostariam de ser apoiadas, oferecendo presença, atenção, conexão, consolo e esperança.
“Quando tentamos dar soluções cognitivas para problemas do coração, deixamos de alcançá-las por completo”, alertou.
“O cuidado sensível ao trauma é o que fazemos”, compartilhou a capelã Freddie May Jenkins, da Associação Central Sul. “O ministério da presença é o que uma capelã faz. [Essa sessão] foi apenas a confirmação de que estou cumprindo meu propósito. Este é o segundo Líder Apaixonada que participo, e foi simplesmente maravilhoso.”
O evento contou com o apoio de diversas organizações dirigidas por mulheres e voltadas para mulheres, incluindo o enditnow®, uma iniciativa global da Igreja Adventista do Sétimo Dia para conscientizar e acabar com a violência; Woven Dignity, que oferece esperança a mulheres refugiadas por meio de trabalho sustentável; AdventHealth; Adventist Women Leaders (AWL); entre outras.
O conceito do “Banco da Amizade” também foi introduzido e teve boa participação, sendo um espaço físico onde qualquer pessoa podia se sentar e conversar com uma ouvinte treinada e compassiva. Houve ainda uma sessão dedicada ao planejamento orçamentário no ministério, conduzida por Marlene Poole, apoiadora do Ministério da Mulher na Associação Montanhas Rochosas, além de dicas e materiais para captação de recursos, apresentados por Donna Brown, diretora do Ministério da Mulher da União Centro-Oeste dos EUA. Vale destacar que Brown trabalhou como analista orçamentária no Departamento de Defesa dos EUA por 35 anos.
No encerramento do encontro, DeeAnn Bragaw chamou a atenção para as histórias das mulheres da Bíblia e o quanto foram cruciais para os ministérios de Jesus e Moisés. Ela então pediu que todas as mulheres se levantassem e declarassem que são “Essenciais para a Missão” no grande propósito de Deus. Bragaw destacou as formas como o inimigo, o diabo, procura desviar o foco das líderes daquilo que realmente importa. Ela também demonstrou vulnerabilidade — uma verdadeira característica de liderança — ao compartilhar a comovente história da perda de seu filho adotivo em 2024.
Embora o Encontro Líder Apaixonada 2025 tenha sido planejado para mulheres atuando no ministério, os aprendizados do evento foram aplicáveis a mulheres em todas as profissões e fases da vida. Conexões antigas foram fortalecidas e novas amizades formadas, e os momentos interativos e espaços de diálogo proporcionaram um fórum para mulheres de toda a divisão discutirem desafios pessoais e profissionais, em um ambiente seguro e acolhedor durante sua jornada de fé.
“Percebi o quanto posso crescer, e foi revelador pensar que o Senhor me escolheu”, comentou Margie Hood, líder do Ministério da Mulher da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Barstow, Califórnia. “A jornada não tem sido fácil, mas vou fazer o meu melhor com a liderança que me foi confiada. Eu amei [o encontro], e certamente voltarei, se Deus quiser.”
A versão original deste artigo foi publicada no site da Divisão Norte-Americana. Entre no canal da ANN no WhatsApp para acompanhar as últimas notícias da Igreja Adventista.










