A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), braço humanitário da Igreja Adventista do Sétimo Dia, está chamando atenção para os riscos psicológicos e de proteção enfrentados por crianças em meio a conflitos, desastres e deslocamentos. A organização destaca que a proteção deve ir além da prevenção de danos físicos, abrangendo dignidade, saúde mental e bem-estar espiritual.
Segundo a ADRA, “ambientes de alta pressão podem aumentar a violência baseada em gênero, a exploração e abusos de poder”, inclusive dentro de sistemas criados para oferecer assistência.
A instituição afirma estar incorporando padrões de proteção em programas emergenciais e de longo prazo, com foco em criar ambientes nos quais as crianças se sintam seguras e amparadas.
Das salas de aula afetadas pela guerra na Ucrânia às escolas resilientes de Uganda, a ADRA trabalha para proteger as crianças em todas as dimensões de suas vidas e garantir que cada uma delas tenha a oportunidade de prosperar.
Apoio à educação de crianças em meio ao conflito na Ucrânia
Com milhares de escolas danificadas ou destruídas e famílias repetidamente deslocadas, crianças na Ucrânia continuam enfrentando longas interrupções na educação, relata a ADRA Ucrânia. Alertas frequentes de ataques aéreos, conectividade limitada e traumas acumulados agravam a defasagem educacional, especialmente em regiões de linha de frente e áreas de difícil acesso.
Em resposta, a ADRA Ucrânia lançou iniciativas para ajudar crianças a retomar os estudos e aprender em ambientes seguros e acolhedores. A organização colabora com escolas locais, comunidades e parceiros internacionais para ampliar o acesso a espaços alternativos de aprendizagem, programas de tutoria e ferramentas de educação digital.
[Foto: ADRA Ucrânia]
[Foto: ADRA Ucrânia]
A ADRA também implementa programas de recuperação escolar destinados a ajudar estudantes a superar lacunas de conhecimento provocadas por meses — ou até anos — de interrupções educacionais. Além do apoio acadêmico, esses programas incluem atividades psicossociais que ajudam as crianças a lidar com o estresse e a reconstruir seu senso de normalidade.
Por meio desses esforços, a ADRA Ucrânia está garantindo que cada criança tenha a oportunidade de aprender, crescer e voltar a sonhar, mesmo em tempos de crise.
Vozes de esperança em Amuru, Uganda
No distrito de Amuru, no norte de Uganda, o projeto PASSAGE da ADRA Uganda, financiado nos últimos três anos pelo governo da Finlândia, tem apoiado 10 escolas com um modelo holístico de proteção infantil que conecta educadores, pais e comunidades.
A iniciativa inclui aconselhamento psicossocial e ações de conscientização sobre os direitos da criança; hortas escolares e programas de alimentação para reduzir a evasão causada pela fome; além de grupos de poupança que ajudam famílias a planejar investimentos na educação.
“Eu economizei 400.000 UGX (112 dólares americanos) para as mensalidades da minha filha”, conta Atim Pamela, mãe orgulhosa de uma aluna da escola primária local. A esperança encontrou um lar em Amuru.
Por meio de treinamentos que orientam meninos a se tornarem homens responsáveis, os jovens têm aprendido respeito e cuidado, relata a ADRA. O projeto PASSAGE tem formado uma nova geração de líderes compassivos, que valorizam e protegem as meninas. As alunas agora frequentam a escola com conforto e sem medo de abusos ou bullying.
Dia Mundial da Criança
No Dia Mundial da Criança, a ADRA afirma que esses programas refletem uma abordagem institucional mais ampla de proteção, que busca prevenir danos. Os líderes da agência destacam que proteger crianças exige ação coordenada entre educação, saúde mental e engajamento comunitário.
A ADRA convida todos a apoiarem os esforços de proteção em andamento na Ucrânia e em Uganda. Segundo a organização, o apoio “pode ajudar a expandir atividades para mais escolas em Uganda, equipar centros de aprendizagem na Ucrânia e garantir que cada criança, independentemente da crise, tenha um lugar seguro para crescer”.
“Juntos, vamos transformar proteção em possibilidade — e fazer da esperança uma realidade para cada criança”, concluiu a ADRA.
A versão original deste artigo foi publicada no site da ADRA Internacional.





