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Fábricas adventistas de alimentos fazem parte da família da Igreja, afirmam líderes

Relatório da Associação Adventista de Alimentos Saudáveis ressalta, no Concílio Anual, a contribuição das iniciativas adventistas na área de alimentação saudável

Associação Geral

Marcos Paseggi, Adventist Review, e ANN
Otieno Misiani, presidente da União Oeste do Quênia, recebe uma sacola de presentes com lanches saudáveis oferecida aos delegados pelas fábricas adventistas do sétimo dia de alimentos.

Otieno Misiani, presidente da União Oeste do Quênia, recebe uma sacola de presentes com lanches saudáveis oferecida aos delegados pelas fábricas adventistas do sétimo dia de alimentos.

As fábricas de alimentos saudáveis adventistas do sétimo dia fazem parte da nossa família da Igreja, lembrou Erton Köhler, presidente da Associação Geral (AG), aos membros do Comitê Executivo da AG (GC EXCOM), em 9 de outubro, durante a sessão administrativa da manhã do Concílio Anual de 2026. “Elas fazem parte desse espírito de integração, e é um privilégio termos fábricas de alimentos que representam e ajudam a compartilhar a mensagem de saúde que o Senhor nos confiou (por meio dos) produtos que fabricam e vendem.”

As palavras de Köhler introduziram uma breve apresentação conduzida por Marcelo Cerdá, diretor executivo da Fábrica de Alimentos Granix, na Argentina, e atual coordenador da Associação Adventista de Alimentos Saudáveis (AHFA), organização que reúne fábricas de alimentos saudáveis administradas pela Igreja Adventista ao redor do mundo.

Cerdá contou com a participação de José Flores, representando todas as fábricas adventistas de alimentos da região Interamericana, e de Joel Distler, diretor executivo da Produtos Alimentícios Superbom, no Brasil.

Um campo missionário diferente

Em sua fala, Cerdá lembrou aos delegados que as fábricas adventistas de alimentos são um campo missionário diferente daqueles que conhecem ou nos quais costumam trabalhar. Por isso, explicou, a AHFA ajuda as fábricas de alimentos ao redor do mundo a unir esforços em torno de um objetivo comum. Entre os objetivos da associação estão “compartilhar experiências, oferecer capacitação, fortalecer os laços entre os líderes e explorar juntos oportunidades de negócios”, afirmou.

Cerdá lembrou aos membros do Comitê Executivo da AG que a criação de fábricas de alimentos saudáveis está diretamente alinhada às orientações inspiradas recebidas por Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista. “Essas indústrias não deveriam ser movidas por interesses comerciais, mas servir como uma ferramenta prática de evangelismo, concebida para ajudar as pessoas a abandonar (o consumo de carne) e oferecer apoio financeiro ao trabalho missionário”, disse.

Sacola de presentes com lanches saudáveis oferecida aos delegados pelas fábricas adventistas do sétimo dia de alimentos. [Foto: Tor Tjeransen/AME (CC BY 4.0)]

Uma operação descentralizada

Cerdá explicou que essas mesmas orientações inspiradas desaconselhavam a criação de uma única fábrica capaz de exportar para o mundo inteiro. “Em vez disso, (Ellen G. White) incentivou o desenvolvimento de fábricas locais autônomas”, disse, citando: “O Senhor ensinará muitas pessoas, em todas as partes do mundo, a combinar frutas, cereais e verduras.”[1] Um dos objetivos era permitir que cada país desenvolvesse suas próprias receitas de acordo com sua cultura, afirmou Cerdá. “Isso lançou as bases da rede global de fábricas de alimentos que a Igreja mantém hoje em vários continentes.”

Tudo gira em torno da missão

Em uma mensagem em vídeo apresentada na sequência, a AHFA mostrou o que o ministério de alimentos saudáveis envolve na prática. “O ramo de alimentos é uma porta pela qual devemos deixar nossa luz brilhar”, disse o narrador, citando Ellen White. “Que os que trabalham com alimentos saudáveis compreendam que a verdade deve ser semeada junto a todas as águas.”[2]

O roteiro enfatizou que “as raízes das fábricas adventistas de alimentos são seus princípios: fé em Deus, compromisso com a saúde, excelência, integridade, serviço e a missão de servir”. Também explicou como os pioneiros dessas fábricas “aceitaram o chamado divino e confiaram nas promessas do Senhor, com o firme propósito de cumprir a missão”. Essa missão inclui disseminar princípios de saúde, oferecer alternativas alimentares saudáveis e apoiar o trabalho médico-missionário.

Não é um fim em si mesmo

O vídeo terminou com mais uma citação de White: “Os que se dedicam ao preparo de alimentos saudáveis estão a serviço de Deus tanto quanto os que atuam na odontologia ou no trabalho médico-missionário. Ao ajudar a preparar alimentos saudáveis, vocês estão servindo a Deus.”[3]

Nesse sentido, “o crescimento nunca foi um fim em si mesmo, mas um meio de servir melhor”, concluiu o narrador. “Nossa igreja tem templos construídos na forma de fábricas de alimentos.”

Da esquerda para a direita: Marcelo S. Cerdá, presidente da fábrica de alimentos da Argentina (Alimentos Granix), apresenta o item 125 da pauta, o Relatório das Fábricas Adventistas do Sétimo Dia de Alimentos, durante a sessão administrativa da manhã de sexta-feira, 9 de outubro de 2026; José Flores, diretor-geral da Companhia Interamericana de Alimentos Saudáveis; e Joel Distler, presidente da fábrica de alimentos do Brasil (Produtos Alimentícios Superbom Indústria e Comércio Ltda.). [Foto: Tor Tjeransen/AME (CC BY 4.0)]

Compromisso total

Em seus comentários após a fala de Cerdá, Flores explicou que a apresentação da AHFA se baseou na forte ênfase da liderança da AG na integração de todas as instituições e organizações da Igreja em favor da missão. “Há um impulso renovado para alinhar cada organização ao apoio ao chamado à missão”, afirmou.

Ao falar sobre o OneVoice27, a iniciativa da Igreja mundial para compartilhar Cristo por todos os meios possíveis, especialmente pelas redes sociais, em 2027 e nos anos seguintes, Flores apresentou algumas das iniciativas que as fábricas de alimentos implementarão para apoiar o plano.

“Uma das coisas que as fábricas adventistas de alimentos estão fazendo é comunicar, sem receio, que pertencem à Igreja Adventista do Sétimo Dia”, relatou Flores. “Cada vez mais, estamos incluindo um versículo bíblico em nossas embalagens e deixando claro nosso vínculo com a Igreja. Por meio de nossos canais nas redes sociais, estamos ajudando os consumidores a conhecer quem somos e quais valores defendemos”, disse.

[1] Ellen G. White manuscript 79, 1902, in Ellen G. White, Letters and Manuscripts, vol. 17, p. 327.

[2] Ellen G. White manuscript 81, 1906, in Ellen G. White, Letters and Manuscripts, vol. 21, p. 285.

[3] Ellen G. White letter 151, 1900, in Ellen G. White, Letters and Manuscripts, vol. 15, p. 162.

Marcos Paseggi, Adventist Review, e ANN

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