Estudantes de engenharia da Universidade Andrews estão contribuindo para o futuro da exploração lunar por meio de uma nova parceria com a Astroport Space Technologies, uma empresa de infraestrutura espacial que colabora com a Astrolab Venturi no desenvolvimento do rover lunar Flexible Logistics & Exploration (FLEX).
A Astroport ganhou recentemente destaque nacional na edição de setembro de 2025 da National Geographic, que trouxe a reportagem “The Great Moon Rush” (sobre a corrida pela exploração lunar), destacando os esforços crescentes para a construção de infraestrutura na Lua.
A colaboração teve início por meio do Industry Lab, do Centro de Inovação e Empreendedorismo, após Matias Soto, diretor de Inovação e Empreendedorismo, conhecer o CEO da Astroport, Sam Ximenes, no Texas, há alguns anos. A conexão inicial evoluiu para uma parceria formal no verão de 2024, quando o Industry Lab buscava oportunidades para envolver os estudantes. Ximenes concordou em patrocinar um projeto dentro da Escola de Engenharia, criando um caminho direto para que alunos da Andrews contribuíssem com esforços em andamento na exploração lunar.
“Essa parceria reflete exatamente o propósito do Industry Lab”, explica Soto. Seu objetivo é conectar os estudantes a desafios relevantes da indústria, permitindo que apliquem o aprendizado em sala de aula a contextos reais com impacto concreto. Ao viabilizar parcerias com empresas externas, o laboratório possibilita que os alunos adquiram experiência profissional enquanto contribuem para o desenvolvimento tecnológico em curso.
À medida que o interesse global pela exploração lunar continua a crescer, aumenta também a necessidade de uma preparação adequada dos locais destinados à construção de infraestrutura de superfície, como plataformas de pouso. Um dos principais desafios nesse processo é remover grandes rochas incorporadas ao regolito lunar que excedem a capacidade de manuseio das ferramentas padrão de escavação.
Com a aceleração dos planos de agências espaciais e empresas privadas para missões lunares de longa duração, tecnologias que aprimoram a preparação do terreno e as operações na superfície tornam-se essenciais. Ao contribuir para esses avanços, estudantes da Andrews apoiam esforços mais amplos para estabelecer operações humanas e robóticas contínuas na superfície lunar.
Para ajudar a enfrentar esses desafios, uma equipe de três estudantes de engenharia, Cailan Fleming, Daena Holbrook e Leo Stockler Martins, está desenvolvendo um protótipo de ferramenta de triagem e transporte projetado para ser compatível com o rover FLEX da Astrolab. A ferramenta tem como objetivo separar rochas maiores do solo lunar mais fino e permitir o transporte eficiente de materiais. O protótipo será desenvolvido e testado na Terra, com o objetivo de, no futuro, ser integrado ao sistema do rover FLEX.
Os estudantes estão desenvolvendo o projeto por meio das disciplinas Review of Engineering Design e Senior Design Project, da Escola de Engenharia. Eles se reúnem semanalmente com engenheiros da Astroport e professores da Andrews para aprimorar os projetos, avaliar requisitos técnicos e garantir o progresso em direção aos objetivos estabelecidos.
Gunnar Lovhoiden, diretor da Escola de Engenharia, destaca que a experiência vai muito além de uma atividade acadêmica comum.
“Os estudantes estão desenvolvendo tecnologia sob condições reais e colaborando entre organizações e fusos horários”, afirma. “É uma oportunidade rara de contribuir para um trabalho que pode, um dia, apoiar uma base lunar.”
A colaboração não apenas proporciona aos estudantes experiência profissional em engenharia, mas também amplia a presença da Universidade Andrews no setor aeroespacial. Essas parcerias fortalecem o compromisso da instituição com o aprendizado prático e posicionam seu programa de engenharia na vanguarda do desenvolvimento tecnológico.
A versão original deste artigo foi publicada no site de notícias da Universidade Andrews.





