Empresários do estado do Espírito Santo estão financiando literatura cristã para presidiários do estado do Espírito Santo, Brasil. Estima-se que somente neste ano serão distribuídos mais de 1000 exemplares do livro O Grande Conflito, da pioneira adventista Ellen White. A entrega já começou e envolve pastores comprometidos que atuam também como evangelistas ou em Ministérios de Publicações.
O Dia Nacional do Livro no Brasil acontece em homenagem à Biblioteca Nacional do Brasil, "fundada" em 1810. Desde a década de 1960, o dia 29 de outubro é reservado para incentivar a leitura no Brasil. A leitura é capaz de libertar a imaginação em qualquer circunstância, mesmo dentro de uma prisão.
Por meio do Ministério de Publicações, o Projeto Libertos tornou-se conhecido de muitos consultores do Instituto Vida. Esses profissionais vão de empresa em empresa oferecendo conteúdos educacionais e de desenvolvimento pessoal e espiritual em diversos lugares do Espírito Santo. Depois de saber mais, surgiu a oportunidade de um dos empresários colaborar com o projeto financiando um livro cristão destinado aos presidiários da região.
Pastores em Prisões
A equipe de Comunicação no Brasil visitou um Centro de Detenção e Ressocialização em Linhares (CDRL) para garantir a entrega desses livros. Esta iniciativa também inclui esforços evangelísticos, já que pastores designados visitam os prisioneiros semanalmente. Nesta unidade, o pastor Jhonatan Lopes é quem faz o acompanhamento.
“A dinâmica de visitação aqui no presídio acontece às segundas-feiras, das 9h às 11h. Temos contato presencial com os internos, o que chamamos de assistência religiosa”, confirma Lopes.
“O trabalho religioso realizado hoje no centro de ressocialização visa minimizar o impacto tanto nas questões disciplinares, como nas faltas… para que todos tenham acesso à assistência religiosa”, afirma Juliana do Espírito Santo, assistente social do CDRL.
As visitas religiosas costumam melhorar o comportamento dos presidiários, o que, junto com a leitura, ajuda a reduzir a pena.
Vidas transformadas
O impacto do trabalho realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia nesses ambientes vem na forma de leitura. O projeto Libertos assume o papel de evangelizar e estimular o intelecto dos internos para que saiam preparados para lidar com a sociedade e o mercado de trabalho.
"Esses projetos religiosos marcaram minha vida e me fizeram conhecer Jesus. Hoje as pessoas não me veem como antes", explica um dos internos, que não pode ser identificado por questões de segurança.
Ele conta que hoje é um dos responsáveis pela organização e promoção das atividades espirituais dentro do presídio. Como está prestes a cumprir sua pena de prisão, ele explica que deseja continuar pregando na comunidade onde mora e para os internos que lá permanecem.
O pastor Paulo Alberto Leite, que atua em Linhares, território que abriga um desses presídios, reforça o cuidado que as igrejas precisam ter com esse grupo marginalizado. Ele destaca que a Bíblia convida os crentes a visitar os doentes, os nus e os encarcerados, porque Jesus se identifica com esses grupos. "Jesus terá expectativas simples sobre nossa missão. Quando eu estava na prisão, Ele dirá: 'você veio me visitar'", parafraseia o pastor Leite.
O artigo original foi publicado pela Divisão Sul-Americana no site de notícias em língua portuguesa.





