Cerca de 500 pastores, plantadores de igrejas e líderes de ministério se reuniram de 11 a 15 de março de 2026, na Flórida, Estados Unidos, para o Treinamento Intensivo Pentecostes 2026, cinco dias de capacitação voltados ao fortalecimento do evangelismo, discipulado e plantio de igrejas na Divisão Norte-Americana (DNA) da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
O evento faz parte da iniciativa mais ampla Pentecostes e Além, um esforço de vários anos focado em missão, reavivamento e crescimento da igreja.
Jose Cortes Jr., diretor associado de evangelismo da Divisão Norte-Americana, explicou que o evento dá continuidade a uma série de treinamentos ministeriais iniciada em 2016.
“Esta é a 11ª edição dos treinamentos intensivos na América do Norte”, afirmou Cortes.
Nos anos anteriores, a divisão realizou vários eventos separados, cada um voltado para áreas específicas do ministério, como plantio de igrejas, revitalização de igrejas, evangelismo pastoral e liderança leiga voluntária. Recentemente, os organizadores unificaram esses encontros em um único evento, permitindo que os participantes recebam treinamento em múltiplas áreas do ministério.
“No passado, realizávamos cinco eventos de treinamento por ano”, disse Cortes. “Decidimos reuni-los para que as pessoas possam participar uma única vez e receber treinamento em todas essas áreas.”
Capacitação centrada na missão
Neste ano, os participantes acompanharam workshops e apresentações sobre plantio e revitalização de igrejas, evangelismo pastoral, liderança leiga voluntária e pequenos grupos missionais.
Cortes destacou que o objetivo é ajudar as igrejas a irem além do crescimento, avançando para a multiplicação.
“Queremos ver uma igreja na América do Norte que não apenas cresça, mas que se multiplique”, afirmou.
Ele também enfatizou a importância do discipulado e do acompanhamento para o crescimento sustentável. “O futuro da igreja não é determinado apenas pelo número de batismos, mas pelo acompanhamento que fazemos”, acrescentou Cortes.
Uma das principais iniciativas ligadas ao treinamento é a meta de estabelecer 50 mil pequenos grupos missionais na DNA ao longo dos próximos cinco anos. Esses grupos devem se reunir em casas e espaços comunitários, criando ambientes onde as pessoas possam desenvolver relacionamentos e explorar a fé.
“Não acreditamos que o evangelismo aconteça de apenas uma forma”, disse Cortés. “Mas, no fim das contas, queremos ver mais discípulos e mais igrejas.”
Parte de um movimento missionário mais amplo
Gerardo Oudri, diretor associado da Associação Ministerial da divisão, afirmou que a capacitação apoia o movimento mais amplo Pentecostes e Além ao formar líderes para cumprir a missão evangelística da igreja.
“O Pentecostes não foi apenas sobre muitas pessoas sendo batizadas”, disse Oudri. “Foi sobre receber o Espírito Santo e a igreja ser conduzida a cumprir sua missão.”
Ele destacou que o evento promove tanto renovação espiritual quanto capacitação prática para o ministério. “Queremos que as pessoas sejam espiritualmente renovadas e inspiradas”, afirmou Oudri. “Não apenas pelas apresentações, mas também pelas interações.”
A unificação de diferentes áreas ministeriais em um único evento também proporciona aos participantes uma visão mais ampla de como diferentes abordagens missionárias podem atuar de forma integrada, acrescentou.
Conexão e colaboração
Para muitos participantes, a oportunidade de se conectar com outros líderes ministeriais é um dos aspectos mais valiosos do evento.
Michael Lewis, um dos apresentadores, destacou que as conversas fora das sessões principais frequentemente oferecem encorajamento e percepções práticas. “Muitas vezes, o que realmente ajuda as pessoas a avançar no ministério são as conversas que acontecem fora do palco”, disse Lewis.
Essas conversas permitem que pastores e líderes compartilhem experiências, desafios e estratégias. “O ministério pastoral pode ser solitário”, afirmou Lewis. “Vir ao treinamento e conversar com alguém que entende o que você está tentando fazer é como renovar o fôlego.”
Lewis acrescentou que o evento já gerou colaboração entre líderes, incluindo um novo projeto que ele pretende desenvolver com outro apresentador para melhorar processos ministeriais.
Participação internacional
Embora o treinamento tenha como foco a Divisão Norte-Americana, também atraiu participantes de outras regiões do mundo.
Neste ano, uma delegação de cerca de 40 líderes da Divisão do Pacífico Sul participou da capacitação, representando a Austrália, Nova Zelândia e Papua-Nova Guiné.
Wayne Krause, diretor de Missão Global, Centros de Estudo, Plantio de Igrejas e Missão às Cidades da Divisão do Pacífico Sul (DPS), afirmou que o evento ajuda a expor os líderes à dimensão global da igreja.
“Queremos expor nossa equipe à família adventista global”, disse Krause. “Isso os ajuda a entender como o ministério acontece em outras partes do mundo.”
“Aprendemos o que outros estão fazendo e depois avaliamos como isso pode funcionar em nosso contexto”, acrescentou.
A diversidade dentro da DPS evidencia a complexidade da missão global. Papua-Nova Guiné tem experimentado um crescimento significativo da igreja nos últimos anos, enquanto países como Austrália e Nova Zelândia enfrentam um aumento da secularização.
“Há cerca de 20 anos, aproximadamente um terço dos australianos se identificava como cristão”, disse Krause. “Hoje, o cristianismo é claramente minoria.”
Apesar dessas diferenças, Krause destacou que encontros como este fortalecem parcerias dentro da igreja global. “Eventos como este lembram às pessoas que elas não estão sozinhas”, afirmou.
Da ideia à ação
Segundo os organizadores, o principal objetivo do treinamento é ajudar líderes ministeriais a transformar ideias em ações práticas em suas comunidades.
“Na liderança, você precisa de visão e de estratégia”, disse Oudri. “Mas, em algum momento, é preciso agir.”
Os participantes são incentivados a retornar às suas igrejas com estratégias práticas para evangelismo, discipulado e plantio de igrejas.
Lewis afirmou que o treinamento frequentemente renova o ânimo de pastores que enfrentam desafios no ministério.
“A capacitação pode ajudar uma pessoa a superar esses desafios”, disse.
Para Cortes, o evento reflete uma visão mais ampla para o futuro da igreja.
“Queremos ver uma igreja que se multiplica na América do Norte”, afirmou. “Uma igreja que forma discípulos e planta novas congregações.”
A versão original deste artigo foi publicada no site de notícias da Divisão Norte-Americana.








