Southern Asia-Pacific Division

Vulcão Mayon segue em atividade e afeta milhares de pessoas nas Filipinas

A atividade do vulcão Mayon, em Albay, tem forçado pessoas a deixarem suas casas, incluindo membros adventistas, enquanto a ADRA e parceiros da Igreja Adventista avaliam as necessidades mais urgentes e organizam ações de apoio às famílias afetadas

Filipinas

Edward Rodriguez, Divisão Sul-Asiática do Pacífico
Uma densa coluna de cinzas se eleva do vulcão Mayon, em Albay, nas Filipinas, enquanto a contínua atividade vulcânica força evacuações e afeta milhares de moradores das comunidades próximas.

Uma densa coluna de cinzas se eleva do vulcão Mayon, em Albay, nas Filipinas, enquanto a contínua atividade vulcânica força evacuações e afeta milhares de moradores das comunidades próximas.

[Foto: Iris Hannah Faye Viscaya]

A crescente atividade vulcânica do vulcão Mayon continua afetando comunidades em toda a província de Albay, forçando milhares de moradores a deixarem suas casas e mobilizando esforços contínuos de resposta emergencial por parte do governo e de organizações humanitárias.

O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS, sigla do inglês) elevou o nível de alerta do vulcão Mayon para o Nível 3 no início de janeiro, após a observação de sinais de erupção magmática, incluindo fluxo de lava, quedas de rochas e tremores vulcânicos. O vulcão, considerado o mais ativo das Filipinas, segue sob monitoramento constante devido à continuidade das erupções nos últimos meses.

As autoridades estabeleceram uma rígida zona permanente de perigo de seis quilômetros, enquanto a queda de cinzas e os fluxos piroclásticos continuam ameaçando comunidades próximas. Diversas cidades, incluindo Camalig e Guinobatan, registraram queda de cinzas afetando dezenas de vilarejos, levando os moradores a permanecerem em casa e adotarem medidas preventivas.

De acordo com o Conselho Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMC), pelo menos 964 famílias, o equivalente a 3.515 pessoas, foram afetadas em vários municípios de Albay. A maioria dessas famílias foi evacuada para abrigos designados, enquanto outras buscaram refúgio temporário com parentes. Relatórios anteriores também indicaram que quase 3.000 moradores foram obrigados a deixar suas casas à medida que a atividade vulcânica se intensificava, evidenciando a dimensão da interrupção causada pela instabilidade.

Entre os afetados estão membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia que vivem nas comunidades impactadas. No sul de Luzon, onde está localizada a região de Bicol, a Igreja Adventista tem registrado um crescimento constante, alcançando mais de 24 mil membros em 2025. A região também celebrou recentemente um marco importante, com a comemoração dos 100 anos de missão e ministério da Igreja Adventista. Os líderes das igrejas locais continuam coordenando ações com os membros para garantir sua segurança e bem-estar enquanto evacuações e restrições seguem em vigor.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) iniciou uma avaliação da situação para identificar necessidades imediatas e determinar intervenções apropriadas. A ADRA está trabalhando em estreita colaboração com os líderes do Serviço Comunitário Adventista (SCA) na região de Bicol para avaliar as condições no local e definir a melhor forma de responder às necessidades das famílias afetadas. A colaboração busca garantir que a assistência seja oportuna, adequada e voltada às preocupações mais urgentes das comunidades.

Enquanto as comunidades de Albay enfrentam incertezas, organizações religiosas e grupos humanitários continuam mobilizando recursos, oferecendo tanto apoio prático quanto esperança às famílias afetadas pela contínua atividade vulcânica.

O artigo original foi publicado no site de notícias da Divisão Sul-Asiática do Pacífico.

Edward Rodriguez, Divisão Sul-Asiática do Pacífico

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