South American Division

Voluntários usam cavalos para levar literatura a famílias isoladas no sul do Brasil

Projeto "Cavaleiros da Esperança" percorreu 15 quilômetros de estradas rurais precárias para contornar barreiras geográficas

Brasil

Willian Vieira, Divisão Sul-Americana, e ANN
Projeto foi retomado com segunda edição em 2026 com cerca de 30 voluntários.

Projeto foi retomado com segunda edição em 2026 com cerca de 30 voluntários.

Estradas ruins, caminhos de terra e o difícil acesso a algumas propriedades na zona rural de Cruz Alta motivaram fiéis adventistas do sétimo dia a retomar o projeto "Cavaleiros da Esperança". Em sua segunda edição, realizada no último sábado de maio, 24, a iniciativa utilizou o transporte montado como uma solução prática para romper o isolamento geográfico e prestar assistência social e espiritual a famílias residentes em locais de difícil acesso, onde veículos comuns não conseguem trafegar.

Para viabilizar a ação deste ano, a comitiva de cerca de 30 voluntários organizou os participantes de duas maneiras. Um grupo de 10 cavaleiros assumiu a frente para desbravar os trechos mais complexos e cheios de lama do percurso, enquanto outros 20 integrantes prestavam suporte logo atrás, distribuídos em quatro carros de apoio responsáveis pelo transporte de mantimentos, livros e pessoal.

Ao todo, o grupo percorreu um trajeto de 15 quilômetros. À medida que avançava pelo interior, a equipe realizava paradas estratégicas em cada propriedade mapeada, somando 22 residências visitadas. Em cada parada, o roteiro era gerar proximidade: o líder da ação se apresentava aos moradores, realizava uma oração com a família, entregava um livro missionário e estendia o convite para a participação em uma classe bíblica comunitária que já atua na região.

Livros missionários foram levados às casas de pessoas na zona rural de Cruz Alta. [Foto: Reprodução]

O pastor Israel Ribeiro, responsável pelo distrito de Cruz Alta e um dos coordenadores da ação, vivenciou a transição das duas realidades durante o próprio percurso e explica como o planejamento da comunidade funcionou na prática.

"Existe um desafio geográfico real no interior; tem lugar que o carro simplesmente não chega, só a cavalo mesmo. Por isso esse projeto é tão bem pensado e estruturado pelos irmãos da igreja, que entendem a urgência de ir aonde as pessoas estão. Eu mesmo comecei o trajeto montado para acompanhar os cavaleiros nos pontos críticos e, na reta final, passei para o volante de um dos carros de apoio para auxiliar no transporte dos livros e no revezamento da equipe. O foco foi essa sinergia para garantir que o amparo chegasse a cada lar", detalha o líder.

A missão terminou com total receptividade, encontrando moradores presentes e abertos ao diálogo em todas as propriedades visitadas. O sucesso dessa segunda movimentação, aliado à boa aceitação da comunidade local, consolidou o projeto no calendário de ações humanitárias da região, garantindo a continuidade das expedições para os próximos tempos.

Voluntários puderam orar com moradores da zona rural e convidá-los para uma classe bíblica na região. [Foto: Reprodução]

Israel Ribeiro contribuiu com informações para essa reportagem. O artigo original foi publicado no site de notícias da Divisão Sul-Americana em português.

Willian Vieira, Divisão Sul-Americana, e ANN

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