Estradas ruins, caminhos de terra e o difícil acesso a algumas propriedades na zona rural de Cruz Alta motivaram fiéis adventistas do sétimo dia a retomar o projeto "Cavaleiros da Esperança". Em sua segunda edição, realizada no último sábado de maio, 24, a iniciativa utilizou o transporte montado como uma solução prática para romper o isolamento geográfico e prestar assistência social e espiritual a famílias residentes em locais de difícil acesso, onde veículos comuns não conseguem trafegar.
Para viabilizar a ação deste ano, a comitiva de cerca de 30 voluntários organizou os participantes de duas maneiras. Um grupo de 10 cavaleiros assumiu a frente para desbravar os trechos mais complexos e cheios de lama do percurso, enquanto outros 20 integrantes prestavam suporte logo atrás, distribuídos em quatro carros de apoio responsáveis pelo transporte de mantimentos, livros e pessoal.
Ao todo, o grupo percorreu um trajeto de 15 quilômetros. À medida que avançava pelo interior, a equipe realizava paradas estratégicas em cada propriedade mapeada, somando 22 residências visitadas. Em cada parada, o roteiro era gerar proximidade: o líder da ação se apresentava aos moradores, realizava uma oração com a família, entregava um livro missionário e estendia o convite para a participação em uma classe bíblica comunitária que já atua na região.
O pastor Israel Ribeiro, responsável pelo distrito de Cruz Alta e um dos coordenadores da ação, vivenciou a transição das duas realidades durante o próprio percurso e explica como o planejamento da comunidade funcionou na prática.
"Existe um desafio geográfico real no interior; tem lugar que o carro simplesmente não chega, só a cavalo mesmo. Por isso esse projeto é tão bem pensado e estruturado pelos irmãos da igreja, que entendem a urgência de ir aonde as pessoas estão. Eu mesmo comecei o trajeto montado para acompanhar os cavaleiros nos pontos críticos e, na reta final, passei para o volante de um dos carros de apoio para auxiliar no transporte dos livros e no revezamento da equipe. O foco foi essa sinergia para garantir que o amparo chegasse a cada lar", detalha o líder.
A missão terminou com total receptividade, encontrando moradores presentes e abertos ao diálogo em todas as propriedades visitadas. O sucesso dessa segunda movimentação, aliado à boa aceitação da comunidade local, consolidou o projeto no calendário de ações humanitárias da região, garantindo a continuidade das expedições para os próximos tempos.
Israel Ribeiro contribuiu com informações para essa reportagem. O artigo original foi publicado no site de notícias da Divisão Sul-Americana em português.








