Após três anos de intenso planejamento, o primeiro Campori de Líderes da Divisão Norte-Americana (DNA) foi realizado de 6 a 9 de agosto de 2025, na reserva Summit Bechtel, na Virgínia Ocidental.
Com o tema “Chamados para Servir”, o evento de capacitação foi desenvolvido para líderes de clubes que concluíram ou estão concluindo o programa de dois anos de líder — o mais alto nível de formação para líderes dos clubes de desbravadores e aventureiros.
De acordo com Armando Miranda Jr., diretor associado do Ministério de Jovens e Jovens Adultos e diretor do Ministério de Clubes da DNA, mais de 2.000 participantes estiveram presentes, incluindo 200 crianças. Os participantes vieram de toda a Divisão e de outros países, como Papua-Nova Guiné, México, República Dominicana, Mongólia e Micronésia.
“O Campori une as pessoas”, disse Miranda. “Quando você vai a um campori, especialmente para as igrejas locais, se há apenas um ou dois líderes, eles geralmente se sentem sozinhos. Não há nada específico para eles, mas quando todos se reúnem em um só lugar, eles se inspiram e voltam motivados a serem melhores líderes, dizendo: ‘Eu não estou sozinho nisso.’”
O tema “Chamados para Servir” destacou a liderança por meio do serviço.
“Queremos motivar os participantes a encarar o papel de líder como um chamado para o serviço”, explicou Miranda. “Você é chamado para servir, atendendo aqueles a quem lidera. Queremos refletir o exemplo de Jesus Cristo, que nos chama a servir aos que estão em necessidade.”
As sessões de treinamento incluíram RCP (reanimação cardiopulmonar), primeiros socorros, formação de equipe e seminários de liderança apresentados pela AdventHealth. Os líderes também receberam treinamento de assistência em desastres oferecido pelos Serviço Comunitário Adventista.
Foram oferecidas especialidades como trabalhos em couro e Herança Adventista, além de mais de 20 atividades nas quais os participantes puderam se envolver — incluindo triatlo, voleibol, stand up paddle, escalada, arremesso de machado, entre outras.
Além disso, Arnold e Dixie Plata, com seu museu itinerante dos desbravadores, proporcionaram aos líderes uma oportunidade rara de voltar no tempo e reviver a história do ministério.
Cada noite encerrava-se com um momento de louvor, atividades interativas — incluindo jogos de perguntas — e uma mensagem devocional apresentada pelo Pastor MyRon Edmonds. Em suas reflexões, Edmonds entrelaçava experiências pessoais, explicando que a liderança se assemelha a um “haystack” (uma espécie de salada com queijo, feijão e chips de milho, popular em encontros adventistas): é preciso planejamento e reflexão para combinar camadas dos melhores ingredientes, criando algo equilibrado e nutritivo, mas há também diversas maneiras de montar esse haystack.
A emoção tomou conta na noite de sexta-feira, quando os participantes oraram e se ungiram mutuamente com pequenos frascos de óleo, consagrando-se ao serviço. Dezenas de líderes foram investidos na tarde de sábado, e o evento foi encerrado naquela noite com um pedido de casamento, uma mensagem devocional sobre a “salada de liderança”, e gritos entusiasmados pedindo um novo campori em breve.
Perspectivas dos participantes
Wendell Piper, diretor do programa da Universidade de Líderes da Associação Central da Califórnia, afirmou que o evento reforçou uma mentalidade voltada primeiro para o serviço.
“Se você está aqui por causa do uniforme, este não é o programa para você”, disse ele. E acrescentou que o treinamento contínuo faz diferença: “Você sempre aprende algo novo.”
Norma Villarreal, diretora do Ministério Jovem da Associação Central da Califórnia, destacou a importância de ver novos líderes se envolverem e amadurecerem.
“Isso é algo importante. Não se trata apenas de ganhar um broche ou usar um lenço. É mais do que atividades — é um compromisso com o serviço em um nível mais profundo”, afirmou.
Ela também ressaltou como a dimensão do evento fortaleceu os laços: “Agora os (líderes) têm uma rede para continuar crescendo.”
Vinda de Orlando, Flórida, a líder em treinamento Glenda Diaz destacou a importância do foco no público adulto. “Este evento foi maravilhoso! Eu amei. Não quero ir embora”, compartilhou Diaz. Professora, ela valorizou o espaço para recarregar as energias: “Este é o meu evento. Este é o meu campori. Não é o campori dos meus alunos.”
Debbie Randall, de Ontário, Canadá, ressaltou o quanto o evento trouxe renovação espiritual e emocional. “Eu realmente gostei. O acampamento foi excelente”, disse ela, descrevendo o fim de semana como “quase um reavivamento”, onde “somos preenchidos novamente.”
Angela Wakefield, da Igreja Adventista do Sétimo Dia Bethel, na Carolina do Sul, comentou sobre a beleza das montanhas e o entusiasmo coletivo nas atividades, incentivando que o evento se repita. “Foi muito necessário? Sim!”, disse ela. “A música está excelente, o programa está excelente, e o acampamento e a convivência — aprendendo uns com os outros — estão maravilhosos. Minha alma foi alimentada.”
Embora ainda não haja data definida para o próximo campori, Miranda afirmou: “Este foi o primeiro, e eu sei que não será o último.”
A versão original deste artigo foi publicada no site da Divisão Norte-Americana. Entre no canal da ANN no WhatsApp para acompanhar as últimas notícias da Igreja Adventista.










