Os administradores da Divisão Interamericana (DIA) e os presidentes de uniões reuniram-se recentemente em Miami para revisar o plano estratégico da igreja, avaliar o crescimento e traçar um rumo mais firme para a missão em todo o território. As reuniões, realizadas de 4 a 6 de setembro, envolveram líderes das 25 uniões para refletir sobre a direção de Deus e fortalecer as prioridades da Divisão para os próximos cinco anos.
Abner De los Santos, presidente da DIA, incentivou os líderes a buscarem a orientação de Deus e a permanecerem ancorados nas Escrituras.
“Estamos aqui para buscar a vontade de Deus para a igreja na região interamericana”, disse ele. “Nosso objetivo é libertar as mãos da igreja”, enfatizando a necessidade de capacitar congregações e pastores a usarem seus dons e recursos para avançar o evangelho. “Muitas vezes, mesmo com as melhores intenções, sobrecarregamos a igreja com atividades em excesso. Ao simplificarmos nosso plano de ação, permitimos que a igreja se concentre em sua verdadeira missão.”
De los Santos comparou as forças da igreja aos valentes do rei Davi, cada um usando suas habilidades para alcançar a vitória.
“Nossos pastores e membros têm suas próprias ferramentas e capacidades. Precisamos permitir que eles as utilizem para cumprir a missão”, disse ele.
As reuniões também proporcionaram espaço para diálogo, permitindo que os líderes compartilhassem ideias, expressassem desafios e colaborassem no aprimoramento das estratégias para alcançar maior eficácia.
“Precisamos trabalhar juntos, baseando as decisões em nossa missão e visão, e garantir que a execução no nível local seja fluida e eficaz”, acrescentou De los Santos.
Revisando o crescimento e as iniciativas estratégicas
Os líderes analisaram o plano estratégico da divisão, aprovado no ano passado pelo Comitê Executivo da DIA, juntamente com uma revisão de 15 anos do crescimento da igreja. As principais estratégias missionárias atuais incluem: comunhão com Deus, evangelismo, educação e serviço à comunidade.
Os administradores analisaram o aumento do número de membros, a expansão das congregações e o desenvolvimento da força pastoral. Com centenas de milhares de novos membros se unindo à DIA a cada quinquênio, os líderes enfatizaram a necessidade de planos intencionais de retenção.
“À medida que olhamos para os dados dos anos anteriores, precisamos estudar com atenção o número de novas pessoas sendo batizadas”, disse Arturo King, presidente da União Norte-Mexicana. “Seria bom ter métricas de retenção com um crescimento levemente otimizado.”
Pierre Caporal, secretário da DIA, informou que mais de 6.000 novas igrejas foram estabelecidas em toda a divisão desde 2010.
Para Teofilo Silvestre, presidente da União Dominicana, as milhares de novas igrejas refletem o crescimento da membresia e representam uma força significativa.
“Essa é uma força sobre a qual devemos construir de forma intencional, não apenas contando batismos e novas igrejas plantadas”, disse ele.
Os líderes discutiram estratégias para melhorar o alcance em todo o território nos próximos cinco anos.
Uso estratégico de recursos
Ivelisse Herrera, tesoureira da DIA, apresentou uma visão geral de 15 anos sobre a alocação de fundos para iniciativas de evangelismo, mostrando como a igreja tem mantido o foco missionário.
“À medida que avançamos, queremos continuar administrando cuidadosamente nossos recursos financeiros para apoiar a missão e o evangelismo”, disse ela.
Herrera destacou a necessidade de direcionar recursos para áreas críticas e cidades estratégicas, como Cidade do México, Guadalajara, Bogotá, Puebla e as ilhas da União Caribenha, garantindo que os fundos sejam utilizados onde o impacto evangelístico é maior.
Repensando o evangelismo
Um foco em evangelismo mais eficaz e localizado foi um tema comum entre os líderes. Kern Tobias, presidente da União Caribenha, enfatizou a mudança em direção a estratégias multifacetadas que incluam o ministério de pequenos grupos.
“Não se trata apenas de grandes campanhas ou pregadores renomados”, disse ele. “Acreditamos que o ministério de pequenos grupos nos permitirá usar os recursos de forma mais sábia.”
Ecoando essa perspectiva, Everett Brown, presidente da União Jamaicana, observou que “as grandes campanhas continuam sendo importantes, mas o retorno sobre o investimento muitas vezes fica aquém. Precisamos investir em obreiros bíblicos e membros leigos, tratando o evangelismo como um processo ao longo de todo o ano e dando aos líderes locais flexibilidade para adaptar os programas às suas comunidades.”
Para Peter Kerr, presidente da União Caribenha do Atlântico, o evangelismo eficaz exige preparação em múltiplos níveis: engajamento dos membros, prontidão da igreja, preparação do território e a devida preparação de sermões e pregadores.
Apoio a pastores e igrejas locais
O presidente da União Mexicana de Chiapas, Ignacio Navarro, acolheu o diálogo sobre liberar a igreja para se concentrar mais em sua missão. Ele destacou a necessidade de reduzir as cargas sobre os pastores.
“Tornamos o sistema demasiado complexo, deixando pouco tempo para os pastores focarem em seu trabalho central. Os pastores estão sobrecarregados de responsabilidades, e o peso sobre a igreja tem dificultado o discipulado adequado. Precisamos de mais igrejas e de maior apoio para que os pastores possam guiar os membros de forma eficaz”, afirmou Navarro.
Ricardo Marin, presidente da União da Costa Rica, também participou da discussão, valorizando o foco em capacitar as igrejas locais.
“Muitas vezes temos dado ênfase ao ‘o quê’ — grandes eventos e celebrações — mas precisamos investir mais no ‘como’, equipando e fortalecendo a igreja local”, disse ele. “Os recursos devem ir diretamente para as congregações, formando os membros e criando iniciativas práticas com foco missionário. Não é o escritório que ganha almas, mas sim a igreja local.”
Preparando-se para o futuro
De los Santos enfatizou a importância do evangelismo urbano, do alcance aos jovens e da educação.
“Cada união deve identificar sua maior cidade e integrar iniciativas de saúde ao evangelismo. Hospitais, clínicas e até consultórios privados podem se tornar centros de influência onde a igreja ativamente se envolve com a comunidade”, afirmou.
Ao abordar os desafios da educação, acrescentou: “Devemos assegurar que nossas escolas cumpram sua missão ao mesmo tempo em que apoiam o evangelismo. Nossas igrejas precisam se concentrar em alcançar a juventude, fazendo dela uma prioridade em vez de apenas manter a membresia atual. Cada igreja deve trabalhar em direção a um impacto significativo, visando um crescimento relevante nos próximos cinco anos.”
Durante as sessões de diálogo, os líderes foram convidados a refletir sobre uma pergunta orientadora:
“Qual é a vontade de Deus para a região interamericana neste novo período de cinco anos? Se pudermos responder a isso, precisamos dedicar tempo à oração e à reflexão”, disse De los Santos. “Nossas prioridades incluem renovação espiritual, ajudar os membros a descobrirem e usarem seus dons espirituais, cuidar dos membros e abrir nossas portas para a comunidade, especialmente para crianças e jovens.”
Os líderes participaram de momentos de louvor, adoração, oração e de um serviço especial de Santa Ceia durante os três dias de reuniões.
Os administradores da DIA e das uniões continuarão se reunindo nas próximas semanas para esclarecer e simplificar os planos estratégicos de missão, equilibrando tradição com inovação para alcançar maior impacto em todo o território.
A versão original deste artigo foi publicada no site de notícias da Divisão Interamericana. Entre no canal da ANN no WhatsApp para acompanhar as últimas notícias da Igreja Adventista.












