Mais de 900 fiéis se reuniram em 30 de agosto de 2025 para um culto especial em celebração ao 36º aniversário da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Dubai. O programa, realizado na sede do Campo do Golfo, em Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, destacou a história e o crescimento do movimento adventista na região do Golfo Pérsico.
A Igreja Central de Dubai foi a primeira congregação adventista do sétimo dia a ser formalmente organizada na região. Embora a presença adventista no Golfo possa ser rastreada até meados da década de 1970, foi somente no início dos anos 1980 que um grupo estruturado começou a se consolidar.
Uma das figuras centrais dessa história inicial é Esther Gallyot, uma adventista da Índia que chegou a Dubai com a família no final da década de 1970, mas que, inicialmente, teve dificuldade para se conectar com outros adventistas. Em 1980, sua filha Pam começou a trabalhar no British Bank of the Middle East (atualmente HSBC).
À medida que Pam construía amizades com colegas de trabalho, perguntas sobre seu estilo de vida abriram portas inesperadas. Quando um colega chamado Patrick perguntou por que ela não participava das pausas para o café, Pam explicou que era adventista do sétimo dia e não bebia café. Para sua surpresa, Patrick revelou que também era adventista. Mais tarde, ele a apresentou à sua irmã Christine e ao marido dela, Kumar, que moravam no mesmo prédio onde Esther trabalhava.
Essas conexões se tornaram o núcleo de um pequeno grupo adventista que passou a se aproximar de vizinhos e a localizar outros fiéis adventistas. Em pouco tempo, cultos vespertinos começaram a ser realizados na casa de Christine e Kumar, lançando as bases para o que viria a se tornar uma congregação em crescimento.
Em meados da década de 1980 alguns enfermeiros filipinos passaram a integrar o grupo, e o número de membros aumentou gradualmente. Em 1987, o então presidente da União do Oriente Médio, Gerald D. Karst, organizou oficialmente o grupo de Dubai, nomeando o capitão Roy Facey, oficial da Marinha Britânica, como ancião. Dois anos depois, em 1989, o grupo foi organizado como a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Dubai por Svein B. Johansen, que à época atuava como presidente da União do Oriente Médio.
Nas décadas seguintes, a congregação continuou a se expandir e posteriormente ajudou a estabelecer várias outras igrejas adventistas nos Emirados Árabes Unidos. Com o plantio de três novas congregações dentro da cidade, a igreja original passou a se chamar Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Dubai.
“A história da congregação Central de Dubai é, em sua essência, um testemunho da orientação, do cuidado constante e da terna misericórdia de Deus para com Seu povo. Ao celebrarem o crescimento desta congregação abençoada, que vocês também estejam dispostos a reconhecer a mão da providência e das bênçãos de Deus em suas próprias vidas e, sobretudo, em sua experiência coletiva. Podemos verdadeiramente dizer que Deus tem sido bom”, afirmou Marc Coleman, presidente do Campo do Golfo.
A música teve um papel central no culto, refletindo a diversidade da membresia da igreja. Atualmente, a Igreja Central de Dubai conta com mais de 500 membros, representando 52 países. Um desfile das nações, com representantes de cada um desses países, foi um dos destaques do programa, evidenciando o caráter internacional da congregação.
Para atender melhor sua membresia multicultural, a Igreja Central de Dubai começou a organizar classes da Escola Sabatina em diversos idiomas. Atualmente, dez classes por idioma estão em funcionamento, com outros grupos em fase de planejamento.
O culto também incluiu testemunhos e relatos sobre o crescimento da igreja ao longo dos anos, além de um sermão do ex-pastor Andy Espinoza, que atualmente atua em Beirute, no Líbano. Com base em 1 Samuel 7, ele refletiu sobre a pedra de Ebenezer como símbolo do auxílio de Deus e incentivou a congregação a avançar guiada por quatro valores fundamentais: unidade, coragem, fé e missão.
O pastor atual, Juan Diego Benavides, encerrou a celebração com um apelo à continuidade do compromisso. Ele lembrou aos membros que, ao olharem para o passado com gratidão, também são chamados a olhar para o futuro com fé, confiando no “Senhor, nosso Ebenezer” para conduzir a igreja em sua missão contínua em Dubai e além.
Este artigo foi fornecido pela União do Oriente Médio e África do Norte.









