Um grupo de estudantes de engenharia da Universidade Walla Walla concluiu um projeto de três anos em parceria com a Blue Mountain Humane Society (BMHS). O sensor de temperatura do pavimento desenvolvido pela equipe, alimentado por energia solar e acompanhado de um painel de exibição, foi testado e instalado com sucesso, bem a tempo da formatura dos estudantes.
“O pavimento quente é uma preocupação constante durante o verão, tanto no abrigo quanto para qualquer tutor de cães”, afirmou Steve Lenz, líder de desenvolvimento da BMHS. “Espero que o termômetro ajude nossos funcionários e voluntários a identificar, com mais rapidez e precisão, quando é necessário adotar os procedimentos para dias quentes a fim de manter nossos cães seguros.”
Antes disso, sempre que possível, Lenz media a temperatura do solo com um termômetro infravermelho portátil e publicava os resultados na internet. Quando Natalie Smith-Gray, professora assistente de Engenharia e Ciência da Computação na Universidade Walla Walla, entrou em contato com a BMHS para saber se havia alguma necessidade que pudesse se transformar em um projeto para sua equipe de estudantes de engenharia, Lenz aproveitou imediatamente a oportunidade.
A BMHS conta com uma equipe que leva os cães para passear três vezes por dia, e Lenz também costuma ver outros moradores da comunidade passeando com seus cães em estacionamentos próximos e no centro da cidade. Ele acredita que o dispositivo desenvolvido pela equipe terá um impacto significativo, tanto na proteção dos animais da BMHS quanto na conscientização da comunidade.
Nathan Gray, ex-aluno da Universidade Walla Walla, atuou como mentor do projeto, enquanto Andrei Maiorov, recém-formado em Engenharia, liderou a equipe de estudantes. Ambos participaram do projeto do início ao fim.
Além de trabalhar nos aspectos técnicos do painel de exibição do dispositivo, Maiorov ajudou a conduzir o andamento do projeto, adquiriu os materiais necessários e manteve a comunicação com a organização de proteção animal. Sua equipe era composta por Kolby Kriegelstein, Noland Oickle, Anna Stefaniv, Barrett Bothwell e Tyler Sing — alguns dos quais se formaram ou passaram a integrar o projeto ao longo do processo.
A unidade do sensor de temperatura é composta por um ESP32-C6, uma bateria, um painel solar, um sensor infravermelho de temperatura e diversos componentes elétricos. O painel de exibição inclui um ESP32-C6, luzes LED RGB e diversos componentes produzidos por impressão 3D. Além de exibir a temperatura numericamente, as luzes mudam de cor, passando de tons frios de verde a tons quentes de vermelho, para facilitar a leitura.
A equipe espera que, em breve, a unidade possa enviar dados para o Home Assistant, um sistema de código aberto para automação residencial, que então transferiria as informações para o painel. Isso permitiria que a BMHS conectasse o sensor a vários painéis de exibição à medida que fossem instalados em diferentes locais da instituição.
Após três anos de muito trabalho e inovação, Maiorov afirmou que o projeto lhe ensinou muito sobre como gerenciar uma equipe e organizar o cronograma de maneira eficiente para cumprir os prazos. Sua parte favorita, no entanto, foi “aprender como podemos usar o Home Assistant para conectar dispositivos e perceber como as disciplinas que cursei com meu professor me prepararam para assumir projetos reais de engenharia no mundo profissional”.
O artigo original foi publicado no site da Universidade Walla Walla.







