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Curso de Medicina do UNASP amplia experiências de formação aliando saúde e espiritualidade

Programações espirituais e atividades práticas aproximam os futuros médicos da realidade dos pacientes desde os primeiros semestres do curso

Brasil

Vefiola Shaka, Centro Universitário Adventista de São Paulo, e ANN
"Cincoprasete" é organizado por estudantes de medicina.

"Cincoprasete" é organizado por estudantes de medicina.

O curso de Medicina do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), campus Hortolândia, integra espiritualidade e prática clínica desde o primeiro semestre. O currículo inclui o programa Cincoprasete — um encontro semanal com música, reflexão e oração —, além de cultos diários e pequenos grupos. A instituição também proporciona aos estudantes contato direto com pacientes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para Arthur Fortes, aluno do segundo semestre, essa experiência ampliou sua compreensão sobre a formação médica.

“A parte espiritual do UNASP eu acho muito importante porque até quando a gente vai estudar sobre a saúde, existe o âmbito espiritual dentro da saúde também”, afirmou.

Além do conhecimento técnico

José Prudêncio Júnior, diretor-geral do UNASP, campus Hortolândia, afirmou que a experiência no internato é parte essencial da proposta educacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

“Vai ser no dia a dia, nos corredores, na sala de aula, no restaurante, vivendo na igreja, a parte espiritual. É dessa forma que o aluno viverá a educação plena”, disse Prudêncio.

O Médicos em Missão, que envolve atendimento gratuito à comunidade, é uma das principais iniciativas espirituais do curso de Medicina. [Foto: AICOM]

Além do Cincoprasete, os estudantes participam de iniciativas como o projeto Médicos em Missão, que oferece atendimento gratuito à comunidade, e de semanas de oração realizadas ao longo do semestre.

Integração entre o sistema público de saúde brasileiro e a espiritualidade

A formação prática ocorre por meio da Interação em Saúde na Comunidade (IESC), eixo pedagógico que aproxima a universidade das unidades do SUS e da população. Desde o primeiro semestre, os estudantes acompanham atendimentos nas UBS, incluindo a aferição de sinais vitais, consultas, ações preventivas e visitas domiciliares.

Dane Vital, aluna do segundo semestre, relatou que as visitas permitem observar aspectos da saúde que não podem ser percebidos apenas em sala de aula.

“Durante as visitas nós conseguimos ver se os pacientes estão fazendo bom uso dos medicamentos, qual é o tipo de ambiente que ele vive, entendendo melhor a rotina e a dinâmica da doença do paciente e da família dele”, diz.

Nas visitas ao SUS, os alunos acompanham de perto os atendimentos dos profissionais. [Foto: AICOM]

Segundo Gustavo Letsch, coordenador-adjunto do curso de Medicina do UNASP, a prática ocorre de forma gradual. Primeiro, os estudantes observam; depois, passam a interagir.

“O paciente é um ser humano completo, com seus próprios problemas e circunstâncias. Nesse momento, o estudante aprende o que não é ensinado em sala de aula: a postura, a maneira de se aproximar, o olhar, como fazer perguntas e como ouvir as respostas”, afirmou o Dr. Letsch.

O programa está estruturado sobre três pilares: fé, cura e missão. Para Letsch, a saúde deve ser compreendida de forma integral, indo além da simples ausência de doenças.

“A espiritualidade é parte inerente do ser humano. Não somos pessoas nem médicos completos se deixarmos de compreender essa dimensão na vida de nossos pacientes”, disse.

Vital afirmou que uma abordagem integral é essencial para oferecer um atendimento de qualidade.

“Como a Medicina tem o propósito de salvar vidas, precisamos cuidar da vida do paciente compreendendo um pouco de sua realidade.”

A Semana de Oração de Medicina é mais um dos momentos de conexão espiritual. [Foto: AICOM]

Para o Dr. Letsch, a formação integral prepara os estudantes para enfrentar os desafios da profissão. “É necessário unir a competência técnica da Medicina à missão, que nos motiva e dá sentido ao que fazemos, e à fé, a partir de uma perspectiva que reconhece o paciente como uma pessoa única, especial e complexa, que também necessita dessa conexão”, afirmou.

O artigo original foi publicado no site de notícias do Centro Universitário Adventista de São Paulo.

Vefiola Shaka, Centro Universitário Adventista de São Paulo, e ANN

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