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Corrida da AdventHealth une comunidade em apoio a pacientes com câncer de mama

Toda a renda da corrida será destinada ao atendimento e à prevenção do câncer de mama na Flórida

Estados Unidos

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Mais de 500 pessoas da comunidade participaram da 10ª edição anual da caminhada e corrida Pink on Parade, promovida pela Fundação AdventHealth Heartland no Autódromo Internacional de Sebring.

Mais de 500 pessoas da comunidade participaram da 10ª edição anual da caminhada e corrida Pink on Parade, promovida pela Fundação AdventHealth Heartland no Autódromo Internacional de Sebring.

Mais de 500 pessoas da comunidade participaram da 10ª edição anual da caminhada e corrida Pink on Parade, promovida pela Fundação AdventHealth Heartland, no dia 10 de outubro, no Autódromo Internacional de Sebring, na Flórida, Estados Unidos. O evento promoveu a conscientização e arrecadou recursos para apoiar o atendimento e a prevenção do câncer de mama nos condados de Highlands, Hardee e arredores.

Os participantes caminharam ou correram em homenagem a pessoas queridas afetadas pelo câncer de mama, celebraram quem superou a doença, homenagearam quem está em tratamento e lembraram aquelas cujo legado permanece vivo entre familiares e amigos.

Antes da corrida, o evento também contou com um desfile de pessoas que superaram o câncer de mama e de pacientes que estão enfrentando a doença.

“Cada dólar arrecadado ajuda a financiar exames de detecção precoce e equipamentos que salvam vidas, garantindo que nossa comunidade tenha acesso a um atendimento integral e de alta qualidade”, afirmou Jessica Carlson, diretora da Fundação AdventHealth Heartland.

Antes da corrida, pessoas que superaram o câncer de mama e pacientes em tratamento, incluindo Katie Kochanski (à esquerda), foram homenageadas com um desfile especial até a linha de largada. [Foto: AdventHealth]

Katie Kochanski, mãe e avó de 44 anos, contou que a avaliação de um nódulo na mama levou os médicos a descobrir um diagnóstico devastador: câncer de mama em estágio 4, que já havia se espalhado para outras partes do corpo.

“Meu mundo virou de cabeça para baixo naquele instante. A possibilidade da morte passa diante dos seus olhos”, disse ela. “Na época, nossa filha mais velha estava grávida, e eu me perguntava: será que vou ver meu neto crescer?”

Isso aconteceu há mais de um ano.

Desde então, Kochanski passou por cirurgias, radioterapia, quimioterapia e outros tratamentos. Ela também celebrou a chegada de uma neta e soube que outro neto está a caminho.

Kochanski afirmou que atualmente não apresenta sinais de doença ativa, embora precise continuar o tratamento pelo resto da vida. Ela também tem uma cirurgia programada para reparar uma vértebra fraturada na coluna, em uma região para a qual o câncer havia se espalhado. Durante todo o tratamento, sua família tem sido sua maior motivação.

“São meus filhos, meu marido, minha neta e o neto que está por vir. Tenho uma vida inteira pela frente”, afirmou.

Para Kochanski, participar da Pink on Parade foi uma oportunidade de defender mais pesquisas para aprimorar o tratamento do câncer de mama, especialmente para pessoas diagnosticadas com a doença em estágio 4.

“Há muitas de nós que recebem um diagnóstico em estágio 4 e, para algumas mulheres, dependendo de onde o câncer se espalhou, restam semanas. Para outras, o oncologista talvez diga que têm cerca de cinco anos. Agora, cabe a nós lutar”, disse Kochanski. “Eu disse ao meu oncologista: daqui a 20 anos, você vai escrever um artigo sobre mim, porque ainda estarei aqui e continuarei me consultando com você.”

Kochanski contou que outro motivo para participar foi o fato de toda a renda do evento ser destinada diretamente ao Centro de Cuidados da Mama do AdventHealth Sebring, para ajudar pacientes como ela.

“A equipe do centro é incrível”, afirmou.

Ela também destacou a importância dos exames de rastreamento do câncer de mama, incluindo a mamografia, e incentivou as pessoas a procurar atendimento quando perceberem que algo não está bem em seu corpo.

Segundo a Fundação Nacional do Câncer de Mama (National Breast Cancer Foundation), uma em cada oito mulheres nos Estados Unidos receberá um diagnóstico de câncer de mama ao longo da vida.

O Colégio Americano de Radiologia (American College of Radiology) e a Sociedade de Diagnóstico por Imagem da Mama (Society of Breast Imaging) recomendam mamografias anuais para todas as mulheres a partir dos 40 anos. Segundo essas entidades, essa prática proporciona maior redução da mortalidade, diagnóstico em estágios mais iniciais, melhores opções cirúrgicas e quimioterapia mais eficaz.

Além de defender o rastreamento, Kochanski quer que outras pacientes saibam que podem reconhecer e expressar emoções difíceis durante o tratamento.

“Sinta o que precisar sentir a cada dia. Você não precisa estar feliz e positiva o tempo todo, porque isso não é realista. Quer desabar um dia? Desabe. Quer sair para comemorar porque um exame trouxe bons resultados? Saia e comemore”, disse ela.

“Processe o que está sentindo, coloque para fora, mas não fique presa nisso. Viva esse momento e depois se recomponha e siga em frente, porque o dia seguinte é um novo dia”, acrescentou Kochanski.

O artigo original foi publicado no site da AdventHealth.

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