À medida que o tufão Kalmaegi (conhecido regionalmente como Tufão Tino) avançava pelo centro das Filipinas, deixando um rastro de destruição em Luzon Meridional, Visayas e Mindanao Setentrional, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) Filipinas e o Serviço Comunitário Adventista (SCA) acionaram rapidamente suas operações de resposta emergencial para apoiar as comunidades afetadas.
Kalmaegi atinge as Filipinas
O tufão Kalmaegi, o 20º ciclone tropical a atingir o país em 2025, tocou terra quatro vezes em 4 de novembro de 2025, em Leyte do Sul, Cebu, Negros Ocidental e Guimaras.
Com ventos de até 150 quilômetros por hora e rajadas chegando a 205 km/h, Kalmaegi derrubou árvores, destruiu casas e provocou inundações severas em várias províncias. A Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (ASAGAF) emitiu o Sinal de Vento de Ciclone Tropical nº 4 para diversas áreas, indicando risco extremo para vidas e propriedades.
Pelo menos 355.877 pessoas, representando mais de 106 mil famílias, foram afetadas em oito regiões, e 175.531 pessoas estão atualmente em centros de evacuação. Embora evacuações preventivas tenham ajudado a reduzir vítimas fatais, apagões generalizados, falhas de comunicação e bloqueios de estradas continuam dificultando os esforços de socorro.
ADRA e Serviço Comunitário Adventista em ação
Em resposta imediata ao desastre, a ADRA Filipinas ativou seu protocolo de Avaliação Rápida de Necessidades (ARN) e começou a coordenar com voluntários do SCA das uniões Central das Filipinas e Sudoeste das Filipinas. Por meio da ferramenta ARN implementada via Monday.com, dados em tempo real estão sendo coletados das redes de igrejas, equipes comunitárias e unidades governamentais locais para avaliar a extensão dos danos e identificar as necessidades humanitárias urgentes.
Apesar das interrupções de energia e comunicação, voluntários adventistas continuam fornecendo atualizações diretas das regiões afetadas.
“Nossa rede de parceiros do SCA tem sido fundamental na coleta de dados e no apoio às comunidades que estão em grande necessidade de assistência”, afirmou a Dra. Hope Aperocho, diretora nacional da ADRA Filipinas.
Igrejas como Centros de Esperança
Missões e associações adventistas locais, incluindo a Associação Leste de Visayas (ALV) e a Associação Central de Visayas (ACV), mobilizaram seus membros para apoiar as operações de socorro.
Líderes da ALV estão se preparando para ativar o Plano Nacional de Gerenciamento de Emergências (PNGE) para apoiar Leyte do Sul, onde Kalmaegi tocou terra pela primeira vez.
A ACV também disponibilizou voluntários e recursos para auxiliar comunidades afetadas em Cebu, onde diversos distritos sofreram inundações, quedas de energia e destruição de moradias.
Muitas igrejas adventistas nas áreas atingidas abriram suas instalações como abrigos temporários e pontos de distribuição de suprimentos. A coordenação da ADRA com governos locais e grupos comunitários garante que a ajuda chegue aos mais vulneráveis — incluindo crianças, mulheres e idosos deslocados.
Fé em ação
Enquanto as famílias começam a reconstruir suas vidas, a ADRA continua pedindo orações e apoio.
“Este é um momento em que nossa fé precisa brilhar por meio de ações”, afirmou Karl Mark Morta, coordenador de resposta emergencial da ADRA Filipinas. “A Igreja Adventista está pronta para ser uma fonte de compaixão e esperança para os afetados.”
A devastação causada pelo Tufão Kalmaegi reforça mais uma vez a importância da preparação, colaboração e compaixão — valores profundamente enraizados na missão adventista de servir à humanidade e refletir o amor de Cristo em tempos de crise.
Sobre a ADRA Filipinas
A ADRA Filipinas, braço humanitário da Igreja Adventista do Sétimo Dia, serve as comunidades filipinas desde 1984. Em parceria com organizações da igreja, agências governamentais e comunidades locais, a ADRA continua respondendo a desastres e apoiando populações vulneráveis por meio de iniciativas de desenvolvimento sustentável e ações de emergência.
A versão original deste artigo foi publicada no site da Divisão Sul-Asiática do Pacífico.







