Foco na prevenção e controle da epidemia de HIV / AIDS será o tema para uma conferência a ser realizada em Nairobi, no Quênia, 10-13 novembro.
Dar enfoque à prevenção e controle da epidemia de HIV/AIDS será o tema para uma conferência a ser realizada em Nairobi, Quênia, de 10 a 13 de novembro próximo.
“Há uma ignorância sobre AIDS, ignorância sobre transmissão. Há mitos que estão sendo propagados”, declara o Dr. Peter Landless, diretor-associado de ministério de saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele diz que a conferência visa a desestigmatizar os mitos a respeito de HIV/AIDS promovendo melhor entendimento da doença.
“[Desejamos dar] uma mensagem para as pessoas que vivem com AIDS. Elas são uma bem acolhida parte da Igreja. É como fazer os membros da Igreja sentirem-se à vontade com os portadores da doença para serem capazes de conviver num clima cristão amorável”, aduz Landless.
Ele explica que a Igreja na África está trabalhando num esforço coordenado para alcançcar aqueles afetados pela HIV ou AIDS. É uma responsabilidade da Igreja promover comportamentos que reduzam o risco da doença, diz ele. Mas, “precisamos ter um ministério de cura, que cuide dos doentes, atenda às famílias, que faça as pessoas sentirem-se bem”.
Ele declara que há países na África que em breve atingirão um índice de crescimento negativo. “Isso é algo inédito”.
A complexidade da situação do HIV/AIDS pelo mundo inclui esforços intensificados para conter a doença e impedi-la de espalhar-se. Disponibilidade e acesso a remédios para assistir no controle da doença tem estado na linha de frente da discussão global dos especialistas, políticos e fabricantes de remédios.
O acordo recentemente firmado pelo ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, para fornecer remédios por menos de um terço do custo em várias nações em desenvolvimento está representando uma perspectiva mais luminosa para uma situação bem negra. “Organizações não-governamentais e grupos de base confessional agora podem desempenhar um papel ativo em tornar esses remédios menos dispendiosos mais acessíveis por funcionários de saúde, elevando as instalações sanitárias e os sistemas de informação necessários para distribuição e acompanhamento do uso dos medicamentos”, informa o Dr. Mike Negerie, gerente-técnico regional da área de saúde para a Agência Adventista de Desenvolvimento e Socorro de Emergência [ADRA] em Joanesburgo, África do Sul.
“Com esta providência, um dos mais duros obstáculos na luta contra a HIV/AIDS pode ser removido”, acrescenta o Dr. Negerie. “O potencial de tornar medicamentos para AIDS disponíveis a nível da população melhorará significativamente em países pobres e em desenvolvimento, particularmente na África sub-saariana onde a doença tem impacto maior”.
Landless declara que há um elemento crucial que a Igreja precisa entender e aceitar. “Este é um problema nosso [HIV/AIDS]. Gostaríamos de pensar, como imaginamos sobre drogas e alcoolismo, que esse não é nosso problema”. Ele explica que com o crescente número de pessoas na África e outras partes do mundo vivendo com HIV ou AIDS, alguns são membros da Igreja Adventista que precisam do apoio da Igreja.“Penso que tem havido um forte aspecto de negação na Igreja”, diz ele.
A ADRA e a Igreja Adventista na Áfica estão se envolvendo fortemente na luta contra a HIV/AIDS. Os objetivos da conferência, organizada pela região da África Centro-Oriental da denominação, realizada em cooperação com a ADRA e o Projeto Política/Nairobi, incluem a redução do temor e negação associados com oHIV/AIDS e conseguir plena participação de dirigentes adventistas em vários níveis para estabelecer políticas e programas que abordem o HIV/AIDS em regiões afetadas.
O Dr. Negerie declara que haverá alguns desafios com administração logística, armazenamento e distribuição de medicamentos de HIV/AIDS. “Não obstante, estes não são insuperáveis e agora estamos em melhor posição para fazer diferença na batalha contra HIV/AIDS do que antes”.
A Igreja tem um escritório de Ministério de HIV/AIDS em Joanesburgo, África do Sul, que dá enfoque ao cuidado e treinamento vocacional para órfãos e viúvas da AIDS, tratamento para os afetados, e um amplo esforço de educação e prevenção nas igrejas, escolas e comunidades.


