No fim de novembro de 2025, o Ciclone Ditva atravessou o Sri Lanka, causando chuvas extremamente intensas e inundações severas em todo o país. Em resposta, a ADRA Coreia, liderada pelo secretário-geral Kim IkHyun, lançou ações iniciais de assistência emergencial para apoiar as comunidades atingidas.
O Ciclone Ditva provocou deslizamentos e alagamentos generalizados, causando danos extensos a casas, infraestrutura e meios de subsistência. Segundo relatos do governo e da imprensa, mais de 150 pessoas morreram, cerca de 190 continuam desaparecidas e mais de 500.000 moradores foram afetados. Quase 78.000 pessoas buscaram abrigo em aproximadamente 800 centros de evacuação em todo o país. Como muitas áreas ainda permanecem inacessíveis, autoridades alertam que a dimensão real dos danos deve ser ainda maior.
Milhares de famílias foram obrigadas a fugir enquanto as águas invadiam rapidamente suas casas, de acordo com relatos. Algumas disseram que “escaparam apenas com algumas roupas para as crianças”. Em várias regiões, quedas de energia e falhas de comunicação atrasaram significativamente as operações de resgate. Água contaminada, destroços e sistemas de saneamento danificados também criaram condições de vida cada vez mais perigosas.
O governo do Sri Lanka declarou estado de emergência e pediu ajuda internacional. Países como a Índia enviaram helicópteros, equipes de resgate e suprimentos, mas itens essenciais — como água potável, alimentos, atendimento médico e materiais de higiene — continuam em escassez crítica.
Diante desses desafios, a ADRA Internacional está trabalhando em parceria com o governo do Sri Lanka e organizações locais para realizar resgates emergenciais e ações iniciais de recuperação. A equipe da ADRA Sri Lanka está transportando moradores ilhados para locais seguros e distribuindo itens essenciais, incluindo água potável e kits de higiene.
A ADRA Coreia também começou a mobilizar recursos para apoiar 300 sobreviventes afetados pelas enchentes com água potável, alimentos, kits de higiene e materiais para abrigos temporários. A organização também pretende fortalecer programas de apoio emocional e psicológico para ajudar os sobreviventes a lidar com o trauma e recuperar estabilidade.
Um representante da ADRA Coreia descreveu a situação com profunda preocupação: “Mesmo agora, inúmeras crianças e famílias que perderam suas casas lutam para sobreviver dia após dia. Elas enfrentam medo e sofrimento sem acesso a água potável, alimento ou atendimento médico. As enchentes arrastaram comunidades inteiras, deixando apenas estruturas destruídas. Famílias sem ter para onde voltar, crianças chorando de fome e pessoas que precisam urgentemente de segurança e tratamento — todos precisam de ajuda imediatamente.”
A ADRA é a agência humanitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia que oferece água, saneamento, alimentos, educação e oportunidades de renda em mais de 100 países ao redor do mundo.
A versão original deste artigo foi publicada no site da Divisão Norte-Asiática do Pacífico.






