Nos 42 países que formam a Divisão Interamericana (DIA), os membros não apenas proclamam o evangelho — eles o vivem no dia a dia. Seja em cidades movimentadas, selvas remotas ou cidades fronteiriças, os adventistas do sétimo dia estão respondendo ao chamado de Cristo por meio do serviço, da generosidade, do evangelismo e de um profundo compromisso espiritual.
“Cada estratégia, cada evento se torna mais significativo quando a missão é vivida”, disse Elie Henry, ex-presidente da DIA. “Não se trata apenas de fazer ou sentir. Trata-se de integrar a vontade de Deus em nossa vida diária.”
Com mais de 3,7 milhões de membros adorando em mais de 25 mil congregações, a DIA continua a experimentar crescimento tanto espiritual quanto numérico. Esse crescimento não é meramente organizacional — ele reflete vidas e comunidades transformadas.
“Louvamos a Deus pelo crescimento”, disse Henry, “mas é mais do que números. Isso representa vidas transformadas.”
Lançada nos últimos anos, a iniciativa “Toda a Família em Missão” tem incentivado uma ampla participação no evangelismo em todos os níveis da vida da igreja. Como resultado, mais de um milhão de membros leigos atuaram como instrutores bíblicos; 250 mil famílias testemunharam para outras famílias; e mais de 100 mil pequenos grupos participaram de ações missionárias. O resultado: mais de 800 mil novos membros se uniram à igreja em todo o território da Divisão Interamericana (DIA) desde 2020.
“Essa é uma expressão concreta de uma comunidade de fé que não apenas proclama a mensagem, mas vive ativamente a missão”, afirmou Henry.
Por meio de esforços conjuntos dos departamentos e do envolvimento dos membros, a iniciativa “Eu Vou” tornou-se uma experiência vivida — visível nos testemunhos pessoais e nas grandes campanhas evangelísticas.
Na Colômbia: Alcançando Comunidades Indígenas
Nos planaltos orientais do sul da Colômbia, Misael Artunduaga, um instrutor bíblico leigo, fez da missão de alcançar as comunidades indígenas da região o propósito de sua vida.
A jornada de Misael começou com um gesto simples — o presente de uma Bíblia a um líder comunitário local. Esse ato abriu portas para conversas espirituais e estudos bíblicos profundos. Com persistência e compaixão, Misael viajava até 13 horas de moto para alcançar comunidades distantes. Ele pescava com eles, ajudava no plantio de mandioca e vivia entre eles por semanas.
“Para mim, viver a missão é me envolver com esses irmãos, preparando-os para a segunda vinda de Jesus”, disse Misael.
Graças à sua dedicação, 11 das 67 comunidades da região receberam o evangelho, e quase 700 pessoas foram batizadas. Um pastor local foi designado para cuidar das congregações em crescimento.
Em Tobago: Um Chamado Pessoal ao Evangelismo
Na ilha de Tobago, Roger Alleyne, evangelista leigo e técnico em eletricidade, encontrou seu propósito após um encontro transformador com Cristo. Incentivado por sua avó a frequentar a igreja, Roger entrou por acaso em uma congregação adventista e descobriu a esperança da volta de Jesus.
Determinado a compartilhar essa mensagem, Roger estudou teologia enquanto trabalhava em tempo integral. Hoje, ele aproveita toda oportunidade — desde visitas técnicas até eventos comunitários — para testemunhar.
“As pessoas estão buscando respostas”, disse Roger. “Viver a missão é aproveitar cada chance de compartilhar esperança.”
Seus esforços resultaram em mais de 600 batismos no Caribe e em outras regiões da DIA.
No Panamá: Cura por Meio da Comunidade
Na Cidade do Panamá, Jonathan Pacheco, radiologista, redescobriu a fé com sua família por meio de uma igreja urbana inovadora chamada Conexión 7. Após um período difícil no casamento, ele e a esposa foram atraídos pelo acolhimento e pela abordagem diferenciada da igreja. Logo, a casa da família tornou-se um centro de discipulado — com encontros sociais, estudos bíblicos e reuniões de oração.
O pequeno grupo cresceu e deu origem a uma segunda igreja urbana com foco missionário.
“Para nós, viver a missão é mostrar o amor de Deus por meio da nossa família”, afirmou Jonathan.
No México: A Missão Compassiva de uma Médica
Tanya López, uma jovem médica de Tapachula, Chiapas, planejava ser missionária católica. Mas um pequeno grupo de jovens em Guadalajara a apresentou ao adventismo — e isso mudou seu caminho. Tanya começou a atuar como voluntária em iniciativas de saúde da ADRA numa igreja local, e depois passou a integrar brigadas médicas na fronteira sul, onde milhares de migrantes enfrentam traumas e incertezas.
“Há casos que fazem a gente chorar”, contou. “Mas Jesus não se importava de onde as pessoas vinham. Ele simplesmente servia. E é isso que eu sou chamada a fazer.”
Por meio da ADRA, Tanya agora atende crianças, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade. Sua jornada a levou ao batismo e a uma nova missão: curar por meio do serviço.
Uma Cultura de Generosidade e Saúde
Apesar dos desafios globais, a fidelidade nos dízimos e nas ofertas continua a impulsionar a missão na DIA.
“Deus realiza um milagre semanal de generosidade”, afirmou Henry.
Os membros também estão promovendo a saúde integral. Na Colômbia, centenas de ciclistas adventistas engajam suas comunidades por meio da campanha “Quero Viver com Saúde”. No México, caminhadas de 5 km atraem multidões e criam oportunidades para conversas sobre o evangelho.
Esse mesmo espírito move fábricas de alimentos saudáveis, escolas, hospitais, além de centros de mídia, rádios e a Hope Channel Interamericana, todos trabalhando juntos para espalhar a mensagem de Cristo.
"Mission Refocus" e Visão Global
Para aprofundar seu impacto, a DIA aderiu à iniciativa global Mission Refocus, investindo recursos para apoiar missionários, plantar igrejas, construir infraestrutura e dobrar o apoio financeiro ao evangelismo mundial.
Esses esforços refletem o compromisso contínuo da DIA com a grande comissão de Cristo e sua visão de levar a esperança da salvação a todos os cantos do território.
“Como geração eleita, sacerdócio real”, disse Henry, fazendo referência a 1 Pedro 2:9, “somos chamados a proclamar Suas virtudes — a refletir a glória de Deus, alcançar outros por meio da educação e do serviço, e viver o evangelho com urgência.”
Dos centros urbanos aos postos avançados remotos, a igreja na DIA está viva com fé e propósito. Cada membro, cada ministério, cada ato de serviço é parte de um movimento maior para viver a missão com ousadia.
“Seguimos pregando esperança, servindo com dedicação e educando com fé”, concluiu Henry, “com os olhos fixos na cruz e o coração focado na missão — até que Cristo volte.”
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