Líderes de toda a Divisão Africana do Sul e do Oceano Índico (DASOI) estão reunidos em Joanesburgo, na África do Sul, para um Concílio de Liderança que reúne pouco mais de 200 participantes de uniões, associações e instituições da igreja sob o tema “Embaixadores de Cristo: Integrados para a Missão”.
O secretário da Divisão, Gideon Reyneke, abriu o concílio com uma saudação de boas-vindas e reconheceu os delegados que participam pela primeira vez, destacando que o encontro marca o início de um novo quinquênio de serviço para muitos líderes.
Em sua mensagem principal, o presidente da DASOI, Dr. Harrington Akombwa, refletiu sobre o crescimento da divisão, informando que o número de membros chegou a 4,5 milhões. Ele observou que este é o primeiro concílio desde as recentes assembleias eletivas e lembrou aos delegados que a eleição para um cargo não é o objetivo final.
“O verdadeiro trabalho começa depois que a poeira da assembleia baixa”, afirmou, enfatizando que a liderança é medida pela fidelidade, inclusive quando o serviço passa despercebido.
Baseando-se no relato bíblico de Josué, Akombwa o descreveu como um líder improvável, que não buscou destaque, mas foi preparado por meio da fidelidade constante, longe dos holofotes. Ele conectou o tema do encontro a 2 Coríntios 5:20, que descreve os crentes como embaixadores de Cristo, explicando que um embaixador representa a autoridade e a mensagem de outro. Embora possam ocupar cargos na igreja, disse ele, o chamado principal dos líderes é representar a Cristo.
Akombwa também afirmou que o papel de embaixador não garante um caminho fácil. Fazendo referência a Moisés, observou que líderes escolhidos por Deus ainda podem enfrentar resistência daqueles a quem servem.
“Nem sempre enxergamos com clareza no presente”, disse Akombwa. “Muitas vezes, é somente quando a emoção se dissipa e o tempo passa que a clareza surge.”
O vice-presidente da Associação Geral, Dr. Robert Osei-Bonsu, reforçou o foco em uma liderança centrada na missão, dizendo aos delegados que a liderança cristã não é definida por prestígio, mas por apresentar Cristo ao mundo. Ele afirmou que os embaixadores de Cristo frequentemente servem com maior fidelidade longe da atenção pública.
Osei-Bonsu também exortou os líderes a priorizarem sua vida espiritual antes do ministério público.
“Precisamos de transformação pessoal antes da proclamação pública”, declarou.
Citando Filipenses 1:10, ele incentivou os líderes a discernirem não apenas o que é bom, mas o que é excelente.
“Como líderes”, disse, “as pessoas devem ver Cristo em nós, não nossa agenda, nosso brilho pessoal ou nossa lealdade institucional.”
Delegados afirmaram que as mensagens despertaram reflexão sobre a natureza da liderança e do serviço. Caroline Tuwanje, da Associação Sudoeste do Malawi, afirmou que as apresentações foram “um forte lembrete de que a liderança deve estar fundamentada na missão, não na posição”, e observou que o chamado para ser embaixadores de Cristo desafia os líderes a refletirem o caráter de Cristo em sua liderança.
O Concílio de Liderança continua nos próximos dias, com os organizadores enfatizando que o tema vai além do encontro em si e se estende às realidades diárias do ministério em toda a divisão.
A versão original deste artigo foi fornecida pela Divisão Africana do Sul e do Oceano Índico.





