O secretário da Associação Geral, Rick McEdward, apresentou a meditação matinal durante a Conferência LEAD, em 10 de outubro de 2025, o primeiro dia completo do Concílio Anual, e desafiou os participantes a refletirem que a última fronteira da missão é interna, não externa, e que o verdadeiro alicerce da missão é o sacrifício.
Ele iniciou compartilhando o que chamou de “histórias de pessoas comuns do campo missionário”.
Em sua mensagem, falou sobre três regiões desafiadoras para a missão: a Janela 10/40, a cultura pós-cristã e as grandes cidades. Explicou aos delegados que especialistas em missão identificaram esses contextos como áreas importantes e complexas para o foco missionário adventista. Acrescentou ainda que a declaração de missão da Igreja Adventista fala sobre alcançar todas as tribos, línguas e povos com a mensagem adventista — mas que nenhum desses é, de fato, a fronteira final da missão.
“A última fronteira da missão é interna, não externa. A primeira e a última fronteira da missão começam e terminam com o sacrifício de Jesus Cristo”, afirmou. “O sacrifício é um compromisso ousado. Esse compromisso não termina no que colocamos na salva de ofertas. O sacrifício é o verdadeiro alicerce da missão de Cristo para o mundo. O sacrifício é o fundamento de uma missão unificada.”
Ele reinterpretou o famoso lema dos Três Mosqueteiros — “Um por todos e todos por um” — para enfatizar que tornar-se “um” requer integração.
Em primeiro lugar, disse McEdward, a integração representa o caráter de Deus — unidade na diversidade.
Ele recordou como a comunidade local se uniu após uma explosão em Beirute, no Líbano, ocorrida durante o período em que ele servia como presidente da União do Oriente Médio e África do Norte (MENAUM).
“Se trabalharmos juntos como uma comunidade amorosa que foi chamada por Deus... a comunidade perceberá isso, porque estaremos lá fora compartilhando com os outros”, disse.
Segundo McEdward, outro motivo essencial para buscar a integração — algo que os adventistas muitas vezes negligenciam — é que a verdadeira integração deve refletir, de forma autêntica, a compaixão de Cristo.
“Frequentemente, somos movidos pela urgência, mas este é o aspecto da missão com o qual precisamos lidar mais profundamente. O ministério compassivo de Cristo faz parte da escatologia”, afirmou.
O terceiro motivo apresentado por McEdward para buscar a integração é que ela valoriza todos os dons presentes no corpo de Cristo, dando a cada pessoa um lugar à mesa.
Em quarto lugar, destacou que a integração alcança pessoas que normalmente não responderiam ao evangelho. McEdward mencionou o relato bíblico da mulher siro-fenícia que encontrou Jesus, descrevendo-a como “nosso principal exemplo de que Jesus tem o desejo de alcançar todas as nações”.
Por fim, McEdward afirmou que a integração é fundamental porque ajuda a representar a missão da Igreja a todas as tribos, línguas e povos.
“Existem culturas em todas as partes do mundo”, disse McEdward após citar exemplos de missão em diferentes lugares. “Não deixemos de ir aos lugares difíceis e de compartilhar Jesus.”
McEdward concluiu sua mensagem contando a história de Ronylson Freitas, um adventista e especialista em gestão ambiental do Brasil, convidado por líderes locais da igreja para ajudar a resolver o problema do lixo no Egito. Conhecido na região como Mr. Rony, ele e sua esposa, Brunna, têm servido à comunidade ao redor da Academia Adventista do Nilo. O casal construiu amizades e conexões com os moradores, que demonstram gratidão pelos esforços de limpeza realizados.
“Uma lata de lixo pode alcançar o mundo?”, perguntou McEdward. Segundo ele, iniciativas como essa podem transformar o mundo.
A meditação estabeleceu o tom para as demais sessões da Conferência LEAD, que teve como tema “Integração para a Missão”.
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