Quatro entidades da Igreja e seis congregações locais trabalharam juntas no sábado, 18 de junho, para compartilharem ao vivo uma mensagem de esperança em meio à crise de refugiados. Claudette Hannebicque, líder da ADRA de Dunquerque, foi uma das participantes.
Claudette é difícil de deter. Ativa membro da pequena congregação adventista em Dunquerque, França, ela também é a força motriz por trás da ADRA de Dunquerque e a ajuda que a Igreja tem estado fornecendo para os refugiados e migrantes que se acampam na borda da cidade, com o objetivo de atravessar o Canal Inglês para o seu destino preferido, o Reino Unido. De instalações limitadas na igreja local e de sua própria casa, Claudette e uma pequena equipe de voluntários tomaram responsabilidade de alimentar os residentes do acampamento todos os domingos.
Por que ela é difícil de deter? Porque quando se visita o local com ela, constantemente desaparece para falar com uma família, brincar com uma criança, ouvir a experiência de uma recém-chegada, ou coordenar com as autoridades ou outras ONGs. Ela é uma presença tão bem conhecida no local que basta um telefonema para o gabinete do prefeito e ela tem o que precisa—incluindo gravações ao vivo e por Skype do meio do campo de refugiados para o Sábado Mundial do Refugiado, 18 de junho.
Em entrevistas que foram compartilhadas ao vivo durante os cultos no Reino Unido e EUA, e também gravadas em francês e italiano para uso posterior, Claudette expressou sua compaixão cristã para com as pessoas no acampamento. Ela pode não concordar com o que eles estão fazendo—mas ainda são filhos de Deus; feitos à Sua imagem.
Ela não está sozinha. Para enfatizar a importância do que Claudette e milhares de outros voluntários, funcionários pagos e ONGs estão fazendo em todo o mundo, representantes de Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais-Dunquerque, Radio Mundial Adventista (AWR) e os escritórios das Divisões Transeuropeia e Intereuropeia da Igreja Adventista, focalizaram o site para compartilhar tanto a situação dos refugiados e destacar o trabalho positivo que está sendo feito para ajudá-los.
Com tecnologia fornecida pela AWR, transmissões ao vivo foram feitas para tanto famílias como cultos na Igreja de Newbold, Binfield; em seguida, Igreja de Brixton, em Londres; Igreja de Brighton, na costa sul da Inglaterra, e, finalmente, para a Igreja de Spencerville em Maryland, EUA. Dirigido por Victor Hulbert, diretor de Comunicação da Divisão Transeruopeia, as entrevistas ao vivo causaram uma impressão real em cerca de 3.000 membros da Igreja através das cinco congregações. Algumas congregações menores, como em Coleraine, na Irlanda do Norte, sintonizaram a Igreja de Newbold para assistir ao vivo o programa.
Albert Bezman, um membro da Igreja de Newbold afirmou, “a reação das pessoas que viram a transmissão é muito positiva”. O imediatismo de primeira mão, de estar no local e compartilhar a experiência durante o culto ao vivo, tornou a experiência mais significativa para as congregações envolvidas. O que tinham visto como notícia se transformou em algo significativo, compassivo e humanitário. Victor não só entrevistou Claudette, como também conversou com Tim den Hertog, um voluntário da Igreja de Newbold que compra regularmente frutas no mercado de atacado perto do aeroporto de Heathrow a cada sexta-feira, em seguida, sobe às 4 da manhã num domingo para ir a Dunquerque ajudar com o cozimento e distribuição do alimento. Tendo acabado de voltar da Grécia, Victor também foi capaz de falar em primeira mão sobre a experiência e necessidades dos refugiados lá.
Para quem perdeu a experiência ao vivo, AWR breve divulgará um relatório de compilação.
Corrado Cozzi, diretor de comunicação da Divisão Intereuropeia, que também realizou entrevistas no local em italiano e francês, tem uma preocupação—de que o 'momentum' das reportagens e do interesse que se construiu em antecipação ao Sábado Mundial do Refugiado e ao Dia Mundial do Refugiado, da ONU, na segunda-feira, 20 de junho, agora possa declinar. “Há 60 milhões de refugiados e pessoas deslocadas em todo o mundo, 50.000 só na Grécia. Mais agora estão fazendo a travessia muito perigosa do norte da África para Lampedusa, na Itália. Muitas vidas estão sendo perdidas no processo. Não podemos esquecê-los. Como Igreja, como indivíduos, temos que fazer a diferença em suas vidas”. Toda a equipe em Dunquerque endossa a declaração do Dia Mundial do Refugiado emitido pela ADRA, que inclui o seguinte:
“Apelamos à comunidade internacional para encontrar uma solução oportuna e humana para reassentar os refugiados presos na Grécia e em outras partes do mundo. Também apelamos à comunidade internacional para lidar com as circunstâncias que levam as pessoas a tornar-se refugiadas. Pedimos à comunidade internacional para ajudar o governo sírio a encontrar uma solução pacífica para o conflito sírio, e abordar os conflitos e as preocupações com os direitos humanos em outros países que levam as pessoas a fugirem”.
No dia Mundial do Refugiado, nossos corações e orações estão com todos aqueles que se encontram deslocados ou em perigo neste mundo turbulento—e para os que estão tentando ajudá-los. [TedNEWS]
See also:
I feel I make a difference. A special report from Greek Refugee camps for World Refugee day.
Should we help the Dunkirk refugees? A Christian response.
Hope after Horror. Refugees can have a future.
Interpreting Love. Lina Shalabi explains why she works as an interpreter at a refugee camp – and how much love there is to give.
Adventist Help at at Oinofyta Refugee camp, Greece Markus Alt explains the difference their volunteers make, providing dignity for the camp residents.
Yazidi refugees 'between a rock and a hard place'. Frank Brenda from ADRA Germany explains the issues and rationale for ADRA helping at least some of the 50,000 refugees stuck in Greece.


