Na Universidade Adventista del Plata (UAP), um projeto de pesquisa está explorando como a tecnologia pode melhorar o cuidado com idosos que vivem sozinhos. A iniciativa é liderada pelo engenheiro industrial Rafael Vargas, professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Econômicas e Administração (FACEA).
O projeto concentra-se no desenvolvimento de um sistema de sensores e dispositivos inteligentes projetados para detectar quedas e identificar mudanças na rotina diária.
Segundo os pesquisadores, a iniciativa responde ao crescente desafio do envelhecimento da população e à necessidade de soluções que apoiem os idosos sem comprometer sua independência ou privacidade.
“Muitas vezes, os idosos vivem sozinhos ou passam várias horas do dia sem companhia. Se ocorre uma queda ou algum outro incidente, pode demorar muito até que alguém perceba”, observou a pesquisadora.
Sensores monitoram padrões de atividade
O sistema utiliza uma combinação de sensores instalados na residência para monitorar movimentos, transições entre cômodos e níveis de atividade física. Esses dados permitem aos pesquisadores estabelecer padrões de comportamento diário.
Ao analisar esses padrões, o sistema consegue detectar anomalias, como períodos prolongados de inatividade ou movimentos incomuns, que podem indicar um risco potencial.
Tecnologia com foco na privacidade
Uma característica central do projeto é a ênfase na privacidade. Diferentemente de alguns sistemas de monitoramento, a tecnologia não depende de câmeras nem de gravação de áudio.
“As informações são obtidas por sensores de movimento, acelerômetros e outras medições que nos permitem identificar padrões de atividade sem registrar imagens ou conversas”, explicou a pesquisadora.
O sistema também integra dados de dispositivos vestíveis, como relógios inteligentes, para aumentar a precisão. Ao combinar múltiplas fontes de dados, os pesquisadores buscam reduzir alertas falsos causados por atividades rotineiras, como subir escadas ou realizar tarefas domésticas.
Desenvolvimento em andamento
A equipe de pesquisa desenvolveu protótipos iniciais utilizando sensores de baixo custo disponíveis no mercado, adaptados para melhor desempenho. Os esforços atuais estão voltados ao aprimoramento da análise de dados para identificar com mais precisão eventos críticos, como quedas ou interrupções repentinas na rotina.
Se uma possível emergência for detectada, o sistema poderá enviar alertas a familiares ou cuidadores, permitindo uma resposta mais rápida.
Segundo os pesquisadores, o objetivo de longo prazo é oferecer uma ferramenta prática que aumente a segurança e a qualidade de vida dos idosos, especialmente daqueles que vivem sozinhos.
A versão original deste artigo foi publicada no site de notícias da Divisão Sul-Americana em espanhol.





