Espera-se que passeatas provoquem mais violência; estudantes adventistas ficam retidos em Uganda
Líderes denominacionais evacuaram 280 estudantes, professores e obreiros transnacionais da Universidade da África Oriental, que pertence à Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada em Baraton, para Nairobi, em 6 de janeiro. Mais de 100 membros do corpo docente tinham anteriormente buscado refúgio numa delegacia de polícia local em meio à violência alimentada por disputas quanto aos resultados das eleições no Quênia, na semana passada.
Oficiais da Igreja Adventista na África Centro-Oriental garantiram fundos durante o fim de semana da sede da denominação em Silver Spring, Maryland, EUA, necessários para a evacuação da universidade para condições mais seguras na capital do país.
A situação em Nairobi, embora não “de retorno à normalidade” melhorou, com a maior parte dos escritórios abertos e o sistema de transportes públicos funcionando, declarou Geoffrey Mbwana, presidente da Igreja na África Centro-Oriental.
Conquanto as tensões étnicas tenham diminuído no fim de semana, líderes nacionais e denominacionais antecipavam que a violência iria retornar com o desafio dos dirigentes da oposição a um segundo mandato para o Presidente Mwai Kibaki. Essa transferência de professores e estudantes visou a prevenir conflitos causados por uma série de passeatas que se planejava por todo o país no início da semana, informou Mbwana.
“Logicamente estamos orando por passeatas calmas e pacíficas, mas estamos tomando toda precaução possível”, ele aduziu.
Dirigentes denominacionais reiteraram o seu apelo por reconciliação nacional numa declaração à imprensa emitida pela União da África Oriental dia 4 de janeiro. A declaração fazia eco a um apelo para o fim da violência lançado na semana passada pelo Secretário Executivo da Igreja, Matthew A. Bediako.
“A responsabilidade de salvaguardar e manter a paz jaz com cada um e todos nós”, dizia a declaração. Também instava o Sr. Kibaki e o líder de oposição Raila Odinga a se empenharem em conversações “honestas e francas”.
“Eles deveriam . . . tomar a liderança nessa hora negra unindo-se num diálogo aberto e honesto para promover uma solução duradoura para este impasse. Lembremo-nos que este país é maior do que todos nós”, prosseguia a declaração.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Socorro de Emergência (ADRA), no Quênia, está providenciando assistência alimentar de emergência e suprimentos médicos para famílias deslocadas em coordenação com outras agências humanitárias no país.
Enquanto isso, dirigentes da Igreja no Quênia estão atuando para ajudar um grupo de estudantes adventistas quenianos que estão num acampamento em Ruanda para o retorno ao país. Embora algumas estradas tenham sido reabertas, a maioria permanece fechada, relatou Mbwana. Dirigentes denominacionais têm enviado alimentos e suprimentos básicos, inclusive tendas, para os estudantes, todos ainda retidos em Kampala, Uganda.



