Uma aula diferente movimentou os alunos do Ensino Médio do Colégio Adventista de Duque de Caxias, na sexta-feira, 21 de agosto. Em uma iniciativa que uniu aprendizado, solidariedade e serviço ao próximo, os estudantes visitaram uma casa de longa permanência localizada próxima à escola para passar uma tarde de convivência e cuidados com pessoas idosas.
A atividade faz parte do projeto Quebrando o Silêncio, que em 2026 aborda o tema “Idosos em Risco: a violência que atinge quem mais precisa de cuidado”. O assunto vem sendo trabalhado pelos estudantes em sala de aula e, nesta ação, ganhou uma dimensão prática, com o objetivo de estimular o respeito, a atenção e a proteção à pessoa idosa.
Durante a visita, os alunos participaram de uma programação preparada especialmente para os idosos. Foram oferecidos cortes de cabelo, cuidados capilares para as mulheres, manicure, pedicure, música ao vivo, oração e um piquenique de frutas. Os alunos também doaram para o asilo mais de 800 kits de higiene pessoal.
A proposta, segundo o pastor responsável pela unidade escolar, Rafael Santos, é mostrar aos estudantes que cuidar da pessoa idosa vai além de evitar agressões físicas.
Igrejas vão às ruas
No último sábado, dia 22 de agosto, foi realizada a campanha Quebrando o Silêncio em oito países da América do Sul.
Além das ações em espaços públicos, algumas igrejas prepararam programações específicas para o público idoso. As programações incluíram abordagens nas ruas, distribuição de materiais informativos, visitas a casas de longa permanência e atividades de convivência com idosos.
Enquanto isso, o distrito de Parque Muíza também realizou uma ação social no asilo Mansão Esperança, reunindo cerca de 30 pessoas. Foram doados fraldas, mantimentos, produtos de higiene, cadeira de rodas e roupas. Além das doações, o grupo promoveu um café da tarde e realizou um culto com louvores, palavra e orações individuais e coletivas.
Conscientização local
Para Janaína Boeker, líder do projeto na região central do estado do Rio de Janeiro, a mobilização busca muito mais que apenas conscientizar, mas também levar uma mensagem de esperança.
“A gente vai às ruas para mostrar a importância da valorização do idoso e do que ele tem a oferecer para nós. Também queremos alertar sobre os riscos que os idosos sofrem”, explica.
Segundo ela, muitas situações de violência não são facilmente identificadas. “Às vezes, a gente percebe somente aquilo que é visível quando fala em violência, mas existem muitas outras formas, principalmente contra os idosos. Temos o abandono, a negligência e também a questão financeira”, destaca.
Inclusive, a violência patrimonial e os golpes também estão entre as preocupações. Com o avanço de serviços e abordagens comerciais por telefone e pela internet, pessoas idosas podem ser alvos de criminosos ou de práticas abusivas. Por isso, a orientação não deve envolver apenas os idosos, mas também filhos, netos e outros familiares ou pessoas do convívio diário.
“É importante alertar a população, porque ali nós temos filhos e netos que podem aprender e ser alertados para ajudar os seus avós e os idosos da família para que não sofram esse tipo de violência”, afirma Janaína.
Atenção também dentro da igreja
A mobilização também chama a atenção para a responsabilidade das comunidades religiosas no acompanhamento das pessoas idosas. Para Janaína, a prevenção começa com a observação e o cuidado cotidiano.
“Dentro da igreja nós também temos idosos. Ou seja, devemos alertar os irmãos para que cuidem dessas pessoas. Às vezes, um idoso deixa de frequentar a igreja e ninguém pergunta por que ele não está mais vindo”, explica.
O artigo original foi publicado no site de notícias em português da Divisão Sul-Americana.













