A Universidade do Norte do Caribe (UNC) concedeu o título honorário de Doutor em Teologia a Elie Henry, diretor associado de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Associação Geral e ex-presidente da Divisão Interamericana, durante sua 103ª cerimônia de formatura, realizada em 9 de agosto de 2026, em Mandeville, Jamaica. O título reconheceu suas décadas de destacada liderança cristã e dedicação ao ministério.
Henry também proferiu o discurso principal aos 595 formandos da universidade, incentivando-os a desenvolver uma mente transformada e fundamentada em Cristo enquanto se preparam para servir em um mundo cada vez mais influenciado pela inteligência artificial e pelas rápidas mudanças tecnológicas.
Ao receber o título, Henry afirmou: “Receber o título de Doutor em Teologia honoris causa de uma instituição cuja missão admiro profundamente é, ao mesmo tempo, motivo de humildade e inspiração. [...] Recebo-o, em primeiro lugar, como uma expressão da graça de Deus por cada oportunidade de servir, cada lição aprendida, cada responsabilidade que me foi confiada e cada pessoa que cruzou meu caminho.”
Henry agradeceu ao conselho, à administração, ao corpo docente e aos estudantes da universidade. Ele declarou que recebia a homenagem não como a conclusão de uma jornada, mas como “um convite renovado para continuar servindo a Cristo, à Sua Igreja e ao mundo com humildade e fidelidade”.
Dirigindo-se aos formandos, Henry lembrou que, embora a conquista de um diploma fosse uma realização significativa, o maior êxito deles estava na pessoa em que haviam se tornado ao longo da sua trajetória acadêmica.
Ao abordar o tema “Mentes transformadas para um futuro centrado em Cristo”, ele fundamentou sua mensagem em Romanos 12:2 e apresentou três convicções sobre o que significa viver com uma mente transformada por Cristo.
Henry afirmou que a maneira preferida de Deus transformar o mundo é mudar as pessoas antes de mudar as circunstâncias.
Segundo ele, uma mente transformada vê o próximo em vez de concorrentes, enxerga a mordomia em vez da realização pessoal, escolhe a esperança em vez do medo e reconhece Cristo não apenas como um mestre a ser admirado, mas como o Salvador a ser seguido. Ao mencionar Moisés, Henry observou que, embora o futuro líder de Israel tenha recebido a melhor educação no palácio do faraó, foram os anos que passou como pastor de ovelhas em Midiã que o prepararam para conduzir o povo de Deus.
A segunda convicção apresentada por Henry concentrou-se no propósito.
“Quando Deus transforma uma mente, Ele nunca o faz apenas em benefício daquela pessoa”, afirmou. “Ele nos transforma para que possamos ser uma bênção para os outros. Sua profissão é a plataforma de Deus para a sua missão. [...] Quando você pertence a Cristo, toda profissão se torna solo sagrado.”
Henry lembrou aos formandos que os avanços da inteligência artificial estão transformando os setores produtivos, a comunicação, a saúde e a pesquisa, mas que a tecnologia não pode substituir as qualidades produzidas por uma vida transformada por meio de Cristo.
“A inteligência artificial pode gerar informações, mas não pode gerar sabedoria. Pode reconhecer padrões, mas não pode amar um paciente. Pode processar a linguagem, mas não pode orar com uma família que sofre. Pode imitar uma conversa, mas não pode refletir o caráter de Jesus Cristo”, declarou Henry.
Segundo ele, essa responsabilidade continua pertencendo a homens e mulheres transformados.
“O futuro precisará de mentes centradas em Cristo mais do que nunca”, afirmou. “Os maiores desafios de sua geração não serão solucionados apenas pela tecnologia. Eles exigirão integridade, compaixão, discernimento, coragem e esperança. Nenhuma máquina pode produzir essas qualidades. Elas são fruto de vidas transformadas pelo Espírito Santo.”
Henry concluiu que o futuro não pertence apenas às pessoas instruídas, mas àquelas cujas vidas foram transformadas por Cristo.
“O mundo tem muitas pessoas instruídas”, disse. “Mas o que o mundo anseia ver são pessoas transformadas — pessoas cujo caráter reflita Cristo, cuja presença leve esperança e cuja vida torne o evangelho digno de crédito.”
Para encerrar, ele desafiou os formandos a permanecerem fiéis ao longo da vida, a fim de que um dia possam ouvir as palavras de Cristo: “Muito bem, servo bom e fiel. Entre na alegria do seu Senhor.”
O artigo original foi publicado no site de notícias da Divisão Interamericana.







