A Igreja Adventista do Sétimo Dia na Zâmbia ordenou 14 capelães ao ministério do evangelho durante uma cerimônia cívico-religiosa conjunta, realizada na Capela Militar de Arakan, em Lusaka, no sábado, 27 de junho de 2026. A maioria dos capelães recém-ordenados atua no Serviço Nacional da Zâmbia.
A cerimônia marcou o que o Dr. Vanny Munyumbwe, presidente da União do Sul da Zâmbia, descreveu como um momento sem precedentes em seu ministério.
“Nunca testemunhei algo assim em todo o meu ministério”, afirmou Munyumbwe.
A cerimônia foi realizada em duas etapas: primeiro, a ordenação ao ministério; em seguida, a incorporação formal ao serviço de capelania do Serviço Nacional da Zâmbia. A cerimônia de incorporação foi presidida por um capelão adventista que atua atualmente no Exército da Zâmbia.
O brigadeiro-general e reverendo Dr. Henry Matifeyo, capelão-geral do Ministério da Defesa da Zâmbia e responsável pelas atividades religiosas em todos os ramos das Forças de Defesa do país, orientou os novos capelães a manterem os mais elevados padrões éticos e morais no exercício de suas funções.
O convidado de honra, tenente-general Maliti Solochi II, comandante do Serviço Nacional da Zâmbia, descreveu a cerimônia como a união de duas nobres vocações.
“Hoje testemunhamos duas cerimônias distintas em sua forma, mas unidas em seu propósito”, afirmou Solochi. “A primeira é a ordenação, uma confirmação divina de um chamado sagrado. É o reconhecimento da Igreja de que Deus escolheu e capacitou esses servos para pastorear Seu povo, proclamar Sua Palavra e ministrar não apenas à família adventista, mas também a um mundo que necessita de orientação espiritual. A segunda é a incorporação ao serviço de capelania do Serviço Nacional da Zâmbia, um compromisso institucional solene que confia a esses homens de Deus a responsabilidade de oferecer liderança espiritual e orientação moral aos membros da instituição e às suas famílias. Juntas, essas cerimônias representam a união de duas nobres vocações: servir a Deus e servir à nação.”
Solochi também destacou o papel abrangente desempenhado pelos capelães nas instituições nacionais.
“As instituições mais fortes não são construídas apenas com concreto e aço, mas também com caráter e valores”, declarou. “Por essa razão, os serviços religiosos e de orientação moral continuam sendo um componente indispensável de nossa estrutura organizacional.”
A ordenação confirma que os capelães exercem o mesmo ministério que os pastores distritais. Assim como eles, os capelães ordenados proclamam o evangelho, cuidam espiritualmente dos fiéis, ministram as ordenanças da Igreja e acompanham as pessoas em momentos decisivos da vida. Enquanto os pastores distritais servem às congregações locais, os capelães atuam em instituições nas quais as pessoas frequentemente enfrentam desafios emocionais, físicos, sociais e espirituais específicos. Nesse contexto, combinam ensino bíblico, cuidado pastoral, aconselhamento, intervenção em crises e presença compassiva.
Militares e seus familiares enfrentam circunstâncias particulares, como missões, períodos de separação, perdas e traumas. Nessas situações, os capelães oferecem apoio pastoral por meio de cultos, estudos bíblicos, aconselhamento, programas de fortalecimento familiar, visitas, assistência em crises e encorajamento espiritual.
Os capelães recém-ordenados poderão agora pregar e ensinar a Palavra de Deus, batizar novos fiéis, ministrar a Ceia do Senhor, celebrar casamentos e funerais, apresentar crianças, ungir enfermos e oferecer aconselhamento bíblico. Assim, exercerão plenamente a autoridade do ministério evangélico em seu contexto especializado de atuação.
A Igreja Adventista na Zâmbia afirmou que espera facilitar o ingresso de mais jovens pastores em áreas especializadas da capelania em todo o país, à medida que concluírem sua formação teológica.








