A Assembleia da Associação Geral de 2025 em St. Louis, Missouri, oferece mais do que um encontro de delegados e adoração global; é um retrato vivo do compromisso da Igreja Adventista do Sétimo Dia com o rigor acadêmico teológico e uma educação bíblica acessível e guiada pelo Espírito para todos.
Das salas de aula do seminário às salas de oração ao redor do mundo, a Igreja está tecendo uma conexão estreita entre estudo profundo e fé cotidiana, discernimento pastoral e transformação dos membros.
Por todo o pavilhão de exposições, os participantes encontram uma variedade de recursos teológicos, refletindo uma igreja que valoriza tanto a integridade doutrinária quanto o crescimento espiritual amplo. Esse foco garante que pastores e membros estejam equipados com o conhecimento necessário para oferecer esperança e sentido a um mundo em busca de compreensão.
O Seminário: Treinando Pastores para a Vida Real
“Ministério é uma vida de estudo”, disse Trevor Barnes Jr., pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Northside, em St. Louis, ao refletir sobre como o seminário moldou sua pregação e vida pastoral. “Você está sempre estudando a Palavra, porque as pessoas podem checar o que você diz em tempo real.”
Para ele, a formação teológica não se trata de teoria, mas de credibilidade e substância guiada pelo Espírito em uma era de informação instantânea.
Efraín Velázquez, presidente do Seminário Teológico Adventista Interamericano, reforçou esse ponto de vista sob a ótica do educador:
“A educação teológica de hoje não é mais sobre memorização. É sobre contextualização, trazendo vozes da Ásia, África, Caribe — e lidando com questões do mundo real: sexualidade, política, lamento, justiça”, disse Velázquez. A abordagem do seminário é integral, acrescentou. Professores no campo ensinam a partir de experiências vividas. Pastores como Pierre Caporal, do Haiti, após completarem estudos avançados, agora lideram ministérios de mídia e ensinam em várias regiões.
Isso não é teologia abstrata, apontou Velázquez. Pastores formados no seminário pregam com profundidade em funerais, orientam membros em meio ao sofrimento e abordam a dor com sabedoria bíblica. “Quando uma criança morre”, disse Velázquez, “você não quer um clichê superficial. Você precisa do peso de Jó, do lamento dos Salmos, para alcançar o coração das pessoas e atender às suas necessidades.”
O currículo da formação teológica também está evoluindo — integrando ferramentas como o software bíblico Logos, e incluindo disciplinas de administração e negócios para atender às demandas contemporâneas da liderança eclesiástica.
Instituto de Pesquisa Bíblica
Se o seminário é o coração teológico dos ministros da igreja, o Instituto de Pesquisa Bíblica (BRI) é a espinha dorsal teológica — refletindo a disposição da igreja de enfrentar questões difíceis e fornecer respostas fiéis às Escrituras e intelectualmente sólidas.
“O BRI existe para servir à igreja”, disse Alberto Timm, um dos diretores associados do instituto. “Não apenas para ajudar os membros a conhecerem Jesus como Salvador, mas para seguirem Seus ensinamentos como Senhor.”
O trabalho do BRI reflete o desejo da igreja por reavivamento e reforma. Em resposta a desafios teológicos contemporâneos — como o antitrinitarismo, dilemas éticos com inteligência artificial ou equívocos sobre a sola scriptura — o BRI produziu livros profundamente pesquisados e amplamente acessíveis. Cada publicação representa um esforço colaborativo global, revisado pelo Comitê de Pesquisa Bíblica, com 50 membros, garantindo que reflita a voz unificada da igreja mundial.
Os recursos não são restritos a acadêmicos. Os livros do BRI têm baixo custo, linguagem não técnica e estão amplamente disponíveis em formatos digitais. O recém-lançado Dicionário Bíblico Internacional Adventista do Sétimo Dia e os downloads gratuitos no site AdventistBiblicalResearch.org ajudam a eliminar a distância entre o acadêmico e o membro leigo.
O objetivo, segundo Timm, é formar líderes de pensamento — pastores e anciãos — que traduzam essas ideias em linguagem simples para os membros das igrejas locais.
Reavivamento e Reforma
A formação teológica da igreja não termina no púlpito. Enquanto os seminários treinam pastores e o BRI capacita líderes, o movimento de Reavivamento e Reforma leva esse conhecimento para dentro de cada lar, com recursos projetados para aprofundar a devoção pessoal e fomentar o reavivamento comunitário. Na Assembleia da Associação Geral de 2025, o impacto do movimento é visível. As salas de oração estão cheias. Grupos de estudo bíblico fervilham. A fome por um relacionamento mais profundo com Jesus é palpável.
“Não se trata de ajustes pequenos”, disse Melody Mason, coordenadora do programa De Volta ao Altar do Departamento Ministerial da AG. “Reavivamento significa transformação. Reforma significa rendição.” Mason destacou que o departamento lançou várias iniciativas como o De Volta ao Altar, uma série de discipulado que ensina os membros a viverem sua fé no lar, na igreja e na comunidade.
Para envolver os membros como participantes ativos da formação teológica, Mason mencionou que os recursos estão amplamente disponíveis, incluindo livros como Viva como Elias, Deus Ainda Vive (histórias de fé e confiança), e Ousando Pedir Mais (sobre aprofundar a vida de oração). Todos estão disponíveis em RevivalandReformation.org e BacktotheAltar.org.
As histórias por trás do movimento são poderosas. Segundo Mason, em uma divisão africana, a taxa de dízimo saltou de 23% para 103% em um ano — mudança que os líderes atribuíram à ênfase no reavivamento, na reforma e na oração com os membros.
O foco é claro: teologia precisa ser vivida, não apenas aprendida. O movimento de Reavivamento e Reforma garante que membros, independentemente da idade ou escolaridade, tenham acesso a recursos que tornam a Bíblia real e relevante no dia a dia.
Uma Visão Unificada
Barnes foi direto: “As pessoas dizem que teologia não importa. Eu discordo. Teologia move tudo. Até guerras como a de Israel e Gaza têm raízes teológicas. Teologia ruim leva a políticas ruins.”
Essa é a linha que conecta os seminários, o BRI, o movimento de Reavivamento e Reforma e os pastores: a teologia é o alicerce da justiça, da compaixão, da liderança e da adoração. Ela molda como lamentamos, como lideramos, como pregamos e como servimos. O pavilhão de exposições da Assembleia da Associação Geral de 2025 está mostrando que a Igreja abraça plenamente essa realidade.
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