Dirigentes da Igreja dizem que “o ministério não é sobre deficiências, mas sobre possibilidades para aqueles com necessidades especiais”.
Mais de duzentos deficientes auditivos, intérpretes e diretores de ministérios de necessidades especiais de toda a Igreja Adventista do Sétimo dia na região interamericana reuniram-se para o Primeiro Congresso Para Deficientes Auditivos em todo o território.
O evento de cinco dias, realizado na Universidade de Montemorelos, no norte do México, no início deste mês, procurou transmitir aos membros surdos e seus amigos que são valiosos para Deus e para a Igreja, e providenciaram treinamento para líderes denominacionais no fortalecimento de ministérios de necessidades especiais em congregações e comunidades. “As deficiências não são um problema para Deus, porque Deus é o Criador de todos nós e nos dá habilidades”, disse Samuel Telemaque, diretor de Ministérios de Necessidades Especiais para a Igreja Adventista na América do Norte, ao dirigir-se a cerca de 150 pessoas surdas no auditório. “Essas habilidades que você tem a igreja precisa hoje”.
O congresso, em colaboração com a Igreja Adventista no norte do México e com a Universidade de Montemorelos, faz parte da iniciativa de longo prazo da Divisão Interamericana para fortalecer os ministérios de necessidades especiais em todo o território desde que foi estabelecido anos atrás, informou Telemaque. “A Igreja na América do Norte está indo além da conscientização para criar um novo paradigma a fim de ajudar pessoas com deficiência a apreciarem o seu valor e entender quem são à vista de Deus, enquanto participam ativamente do crescimento da Igreja”, explicou. Telemaque.
Larry Evans, diretor de Ministérios de Necessidades Especiais para a Igreja Adventista a nível global, falou durante o evento de treinamento e reiterou que “o ministério não é sobre deficiências, mas sobre possibilidades para aqueles com necessidades especiais”.
Evans aplaudiu o trabalho da Igreja Adventista no norte do México pela defesa de ministérios de necessidades especiais junto ao governo local e em várias igrejas. Ele também falou muito da Universidade de Montemorelos por oferecer um curso de interpretação aos alunos, e garantir que cada estudante surdo no campus possa entender cada aula que tomam. “Devíamos começar em todas as universidades adventistas a envolver estudantes nos ministérios de necessidades especiais”, disse Evans. Ele também elogiou o trabalho na Divisão Interamericana por ser exemplar em ministérios de necessidades especiais em todo o mundo adventista.
Monica Vera é uma intérprete e tem sido empregada pela Universidade de Montemorelos para ensinar os alunos a linguagem gestual para surdos, e auxiliar estudantes surdos no campus e atividades de alcance à comunidade. Ela ficou entusiasmada em coordenar o evento e oferecer atividades para pessoas surdas e mais treinamento para os seus estudantes de intérpretes de sinais e dirigentes denominacionais, espalhando a informação de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é inclusiva para todas as pessoas com deficiência. “Queríamos treinar pessoas com deficiência auditiva a serem evangelistas para aqueles com a mesma deficiência e tornar os intérpretes mais habilidosos e entusiasmados em continuar trabalhando com eles”, afirmou Vera.
Os 150 participantes surdos de toda a Igreja no México participaram de atividades divertidas, almoços especiais, apresentações musicais e um serviço de comunhão. Três foram batizados durante o evento. Além disso, a Universidade de Montemorelos ofereceu uma bolsa de estudos completa para três surdos que iniciam o próximo ano letivo.
O congresso proporcionou seminários para pastores e líderes sobre como desenvolver uma cultura de necessidades especiais na igreja, desde a teologia ao princípio até aos valores e métodos, como evangelizar os surdos na comunidade, cursos de sinais para surdos para pastores, cuidadores, intérpretes e mais.
Os palestrantes internacionais incluíram Jeffrey Jordan, diretor-associado de Ministérios Para Surdos da a Igreja Adventista a nível global e Taida Rovero, diretora de ministérios para surdos na Espanha.
Participaram do evento líderes da Igreja de Costa Rica, Trinidad e Tobago, Venezuela, Jamaica, Honduras, Colômbia, Espanha e Estados Unidos.
Francisco Javier Diaz, coordenador leigo nacional do Ministério Adventista Para Surdos no México, ensinou muitos a linguagem de sinais e como conduzir hinos que ele interpretou em vídeo durante o congresso. Ele trabalha como intérprete para os surdos em Chiapas, no México, e orgulha-se de que a Igreja Adventista esteja avançando no envolvimento dos deficientes auditivos na vida da igreja. Diaz também traduziu a Fé de Jesus em linguagem gestual e treina membros da Igreja para empregarem a linguagem gestual em casa.
Os participantes apresentaram resoluções e pedidos para a Igreja sobre o fortalecimento de Ministérios de Necessidades Especiais, especificamente para surdos. Os pedidos incluem a necessidade de um obreiro em tempo integral em todas as Uniões, mais recursos bíblicos para os surdos e fornecimento de especialistas em linguagem gestual e similares.
Os tempos mudaram e a Igreja precisa avançar no fortalecimento dos ministérios de necessidades especiais, enfatizou Telemaque. “A igreja deve se comprometer a integrar os surdos nos serviços e vida da igreja”, afirmou ele. Os planos estão em andamento para que o Congresso de Necessidades Especiais da Divisão Interamericana seja realizado no próximo ano no campus da Universidade Adventista da Colômbia, em Medellín, Colômbia.
Para mais informações sobre os Ministérios das Necessidades Especiais da Divisão Interamericana, visite interamerica.org. Para ver um álbum de fotos do evento, clique AQUI





