Silver Spring, Maryland, United States | Ansel Oliver/ANN

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais nomeou uma coordenadora para Resposta à Ebola numa medida que os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia dizem que vai ajudar a denominação e suas numerosas entidades a responder ao surto de ebola na África Ocidental.

A agência na semana passada contratou Elizabeth Foulkes, que já trabalhou na equipe de saúde internacional da World Vision EUA, para ocupar o cargo recém-criado por um período mínimo de três meses.

Foulkes, que detém um mestrado em saúde global pela Escola de Saúde Pública da Universidade Loma Linda, vai coordenar os esforços de resposta entre o Departamento Ministérios de Saúde da Igreja Adventista, a ADRA International, escritórios da ADRA por toda a África Ocidental, Universidade Loma Linda e Adventist Health International. 

“Queremos ter uma abordagem unida, especialmente em termos de utilização de redes da Igreja nos países afetados”, disse David Holdsworth da Unidade de Gestão de Emergência da ADRA. Holdsworth disse que Foulkes irá gerenciar iniciativas de diversas entidades da Igreja e dar informações atualizadas a líderes e membros através de comunicados de imprensa e atualizações de mídia social.

Foulkes disse que entrou no campo da saúde a nível mundial, porque queria estar envolvida no trabalho de saúde da Igreja Adventista a nível mundial. Ela disse que já trabalhou em unir organizações, e esta nova posição lhe permite fazer um trabalho semelhante em escala maior. “Esta é uma situação realmente muito interessante que nenhuma agência, incluindo a ADRA, já enfrentou antes”, disse Foulkes. “É tanto uma oportunidade de aprendizagem para uma recém-formada, como uma oportunidade de reunir diferentes entidades adventistas para trabalhar conjuntamente em equipe. Há muita gente que trabalham com isso, a Associação Geral e Uniões e Associações e Universidades, e realmente estou apenas ajudando a facilitar todos esses esforços”, acrescentou ela.

O surto de ebola este ano já infectou cerca de 18.600 pessoas e tirou a vida de mais de 6.900, de acordo com um comunicado de 17 de dezembro da Organização Mundial da Saúde (OMS). A maioria das vítimas vive na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A febre ebola é transmitida através do contato direto com fluidos corporais e tecidos de uma pessoa infectada. Correm maior risco os profissionais de saúde e familiares que cuidam de alguém infectado com o vírus, de acordo com a OMS. A incidência de fatalidades varia de 25 a 90 por cento, dependendo da quantidade de tratamento disponíveis.

Foulkes disse que, na sua maioria, as pessoas afetadas não são infectadas com o vírus. A febre ebola também afeta os cidadãos, que agora têm acesso limitado a cuidados de saúde e alimentos, explicou.

Uma das respostas primárias da ADRA para a crise até agora tem sido fornecer rações alimentares de emergência para os afetados. Além disso, a Unidade de Gestão de Emergência da ADRA está em coordenação com o Programa Alimentar das Nações Unidas e buscando subsídios educacionais de vários governos, incluindo dos Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca.

Já este ano, várias organizações adventistas têm respondido à crise com centenas de milhares de dólares em suprimentos e equipamentos. Donn Gaede, secretário da Adventist Health International, elogiou a ADRA por financiar a nova posição. “Esta nova contratação é outra contribuição da ADRA para o esforço global”, comentou Gaede.

O Dr. Peter Landless, diretor de Ministérios de Saúde da Igreja Adventista a nível mundial, declarou: “Estou muito feliz que a ADRA não sucumbiu à fadiga da ebola. A Adventist Health International, os Ministérios de Saúde da Associação Geral, a Esperança para a Humanidade e a ADRA continuaram incansavelmente a resolver pelo menos algumas das necessidades na esteira dessa enorme catástrofe humanitária”.

Grande parte do apoio da denominação tem se concentrado em dois hospitais adventistas na região--o Hospital Adventista Cooper, na Libéria e o Hospital Adventista de Waterloo, em Serra Leoa. Ambos foram fechados temporariamente, por um período de quarentena em vários momentos ao longo dos últimos meses, depois de várias mortes relacionadas com a ebola. O Hospital Cooper reabriu e está operando e tratando casos não relacionados com ebola. No de Waterloo, o governo federal fez reformas e em breve operará as instalações como um centro de tratamento de ebola.

O atual surto de ebola é o maior da história de 40 anos do vírus, informaram autoridades de saúde.

As autoridades de saúde da Igreja em agosto pediram aos líderes e membros da África Ocidental para não viajarem e não realizarem grandes manifestações públicas e demonstrações de afeição pessoal, como abraços. As medidas foram “rigorosas, mas necessárias”, disse Landless.

- Angela Taipe contribuíu para esta reportagem.

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