A sexta edição da Conferência de Pesquisa, realizada a cada dois anos pela Universidade Adventista da África (UAA), teve como tema “Adventismo do Sétimo Dia na África: Perspectivas Históricas, Teológicas e Missionárias” e convidou os participantes a refletir sobre o que a África pode oferecer ao futuro da missão adventista global.
A conferência aconteceu de 9 a 12 de setembro e reuniu 50 participantes, tanto no campus da UAA quanto pela internet. Durante quatro dias, pesquisadores, teólogos, historiadores, pastores e líderes da Igreja de diferentes partes do mundo examinaram a crescente importância da Igreja Adventista no cenário global.
A palestra principal foi apresentada pelo Dr. Robert Osei-Bonsu, vice-presidente da Associação Geral, com o título “De Campo Missionário a Força Missionária: Repensando o Adventismo do Sétimo Dia na África para a Missão de Deus”.
A conferência teve como objetivo oferecer um fórum acadêmico e eclesiástico para analisar a história, o desenvolvimento teológico, os encontros culturais e a experiência missionária do adventismo no continente africano. Também buscou incentivar os participantes a refletir sobre como as experiências, a produção acadêmica, a reflexão teológica e as práticas missionárias africanas podem contribuir para o desenvolvimento contínuo do adventismo em todo o mundo.

A conferência foi organizada pelo Seminário Teológico da Universidade Adventista da África (UAA), sob a liderança do Dr. Melak Tsegaw, decano interino do seminário. Sua visão acadêmica e missionária é que a África contribua de forma significativa para o avanço do evangelho, tanto no continente quanto fora dele.
Na avaliação dos participantes, a conferência reuniu pesquisadores, pastores, líderes da Igreja e pessoas envolvidas na missão para fortalecer redes de pesquisa, incentivar a colaboração intelectual e ampliar a presença das perspectivas africanas na produção acadêmica adventista global.
Eles também afirmaram que o encontro reforçou a capacidade de pesquisadores e profissionais africanos de documentar, analisar criticamente e comunicar experiências missionárias surgidas em contextos do continente. Segundo os participantes, essas contribuições oferecem recursos valiosos para compreender a evangelização, o discipulado, a educação teológica, a liderança, o diálogo inter-religioso e a missão nas comunidades em um mundo cada vez mais diverso.
Os participantes disseram ainda que o encontro apresentou a África não apenas como campo missionário, mas também como uma força missionária emergente na rede adventista. Por meio da pesquisa, do diálogo, da colaboração e da reflexão teológica ligada ao contexto local, os adventistas africanos contribuem cada vez mais com ideias, liderança e iniciativas missionárias que enriquecem a missão mundial da Igreja e promovem o avanço do evangelho na África e em outras regiões, afirmaram representantes da UAA.
“Percebi que a África conta com muitos profissionais da área acadêmica preparados para reescrever a história da missão no continente”, disse um participante.
“Reescrever a história da missão não significa simplesmente produzir uma nova narrativa africana; significa ampliar as fontes a partir das quais a Igreja Adventista mundial compreende a própria missão”, disseram representantes da UAA.
Segundo eles, a universidade desempenha um papel importante na construção de uma nova narrativa africana. “A universidade tornou-se uma plataforma por meio da qual a produção acadêmica africana pode participar das discussões adventistas globais”, afirmaram.
“A África não deve ser vista apenas como um território onde a Igreja cresce. É também um lugar onde a experiência missionária, a liderança acadêmica e as iniciativas práticas podem fortalecer o testemunho da Igreja entre diferentes culturas e continentes”, disseram os representantes da UAA.
Ao final da conferência, os participantes foram incentivados a promover o aprendizado mútuo: a África pode aprender com a Igreja mundial, assim como a Igreja mundial pode aprender com as congregações africanas.

O artigo original foi fornecido pela Universidade Adventista da África.






