A Universidade Adventista Fulton, localizada na nação insular do Pacífico, Fiji, sediou a Primeira Conferência Bíblica e de Pesquisa, de 19 a 23 de agosto de 2025.
Centenas de estudantes, pastores e anciãos locais de igrejas de todo o país, juntamente com outros convidados, participaram da conferência no campus da universidade.
A convite dos organizadores, estudiosos do Instituto de Pesquisa Bíblica (BRI, sigla do inglês) foram os principais palestrantes do evento.
Esta foi a primeira vez que toda a equipe do BRI visitou Fiji, incluindo o diretor do BRI, Dr. Elias Brasil de Souza; os diretores associados, Drs. Daniel Bediako, Frank Hasel, Alberto Timm, Clinton Wahlen; e o Dr. Keldie Paroschi, diretor assistente.
O BRI é o centro de pesquisa teológica da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, responsável por oferecer orientação bíblica, teológica e doutrinária para a igreja em todo o mundo.
Durante os cinco dias de conferência, os estudiosos apresentaram temas solicitados pelos organizadores, incluindo: “Teologia e a Missão da Igreja”, “Identidade Adventista”, “Hermenêutica Bíblica e seus Desafios”, “A Doutrina da Trindade”, “Dupla Lealdade e Sincretismo na Igreja Adventista”, “Atração e Perigo das Teorias da Conspiração”, “Ministérios Independentes (dissidentes) e suas Atividades”, “Pesquisa Teológica e o Uso da IA”, entre outros.
Todas as manhãs havia um momento devocional dirigido por um dos estudiosos, e tempo foi reservado para sessões muito ativas de perguntas e respostas após as apresentações da manhã e da tarde. A conferência culminou no sábado, com de Souza pregando o sermão matinal “Compreendendo a Teologia Adventista”, seguido por uma ampla sessão de perguntas e respostas com toda a equipe do BRI à tarde.
A Escritura como Fundamento
Ao longo de toda a conferência, a Bíblia foi enfatizada como fundamento de todas as crenças adventistas do sétimo dia.
Refletindo sobre o impacto da primeira Conferência Bíblica e de Pesquisa de Fulton, Limoni Manu O’Uiha, decano da Escola de Teologia, afirmou:
“Somos muito privilegiados por ter o BRI aqui. As apresentações são boas e relevantes para nossos estudantes, e tocaram em áreas críticas.”
O Dr. Elisha Marfo, decano de Pesquisa e Inovação em Fulton, que iniciou e planejou o convite ao BRI, afirmou que havia a necessidade de tratar de questões relacionadas aos ministérios independentes (existem 24 grupos dissidentes em Fiji).
“Precisávamos encontrar uma maneira de lidar com isso e elaboramos uma programação em que a maioria das apresentações abordaria o que os ministérios independentes estavam ensinando. Os temas também trataram de questões que pastores, estudantes e membros tinham”, disse ele.
“O problema central, como vemos, são questões de interpretação”, acrescentou O’Uiha. “Os palestrantes reafirmaram para nossos alunos que a teologia e as doutrinas adventistas estão bem fundamentadas.”
Um impacto positivo
Tabua Tuima, vice-reitor, mostrou-se satisfeito com o impacto positivo e a bênção que a conferência trouxe para a região.
“Para nossos pastores no campo — Fiji e outras áreas — esses encontros os reafirmaram em nossa cosmovisão e interpretação, e é por isso que estão fazendo muitas perguntas, que têm sido respondidas”, disse ele.
Matagia Masoe, estudante de teologia do terceiro ano de Samoa Americana, achou as sessões de perguntas e respostas particularmente úteis, afirmando:
“Elas nos deram uma noção do que devemos saber e de como responder a essas questões.”
Ênfase maior em pesquisa
A Universidade Adventista Fulton, que em breve deverá receber o status pleno de universidade pelo governo de Fiji, busca colocar uma ênfase ainda maior em pesquisa.
Explicando como as comunidades insulares tradicionalmente valorizam a comunicação oral, o Dr. Ronald Stone, vice-reitor da Fulton, disse:
“Queríamos que o BRI fizesse apresentações demonstrando como escrever, para que nossos alunos se sentissem inspirados a produzir mais. Ter o BRI aqui foi como acender algo no coração dos nossos estudantes.”
Para incentivar ainda mais a pesquisa e a escrita, a instituição lançou dois novos periódicos — o Fulton Adventist University College Journal of Theology e o Fulton Adventist University College Interdisciplinary Journal.
Durante a visita ao campus, o BRI doou vários livros recentes para a biblioteca da instituição. Essas obras continuarão sendo uma bênção e impactarão as pesquisas de estudantes e professores.
Bem fundamentados
Ao expressar sua gratidão pela doação dos livros, a Dra. Agnes Kola, diretora do programa de Mestrado em Ministério na Fulton, destacou como os alunos ficaram agradecidos por terem tido a oportunidade de interagir com os pesquisadores do BRI.
“Muito obrigada pelos livros que vocês doaram”, acrescentou. “Precisamos recorrer aos nossos autores bem fundamentados.”
Sobre a Universidade Adventista Fulton
A Universidade Adventista Fulton começou como o Fiji Training Institute em 1905, localizada na ilha de Ovalau, uma das mais de 330 ilhas do arquipélago de Fiji. Em 1940, a escola mudou-se para Tailevu, na maior ilha do país, Viti Levu, onde ficou conhecida como Fulton Missionary School e, posteriormente, como Fulton Missionary College.
Em 2014, a universidade mudou-se para sua localização atual em Sabeto, próximo ao aeroporto internacional de Nadi, facilitando o acesso para viagens.
Atualmente, a Universidade Adventista Fulton oferece diplomas e graduações plenamente credenciados em teologia, educação e negócios. O total de matrículas é de 1.594 estudantes, sendo 665 no campus e o restante distribuído entre polos de ensino em Fiji, Vanuatu, Ilhas Salomão e Kiribati.
Este artigo foi fornecido pelo Instituto de Pesquisa Bíblica. Entre no canal da ANN no WhatsApp para acompanhar as últimas notícias da Igreja Adventista.









