Entre os expositores da 62ª Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia estão diversas agências humanitárias — tanto ligadas à igreja quanto independentes — que mostram como os adventistas estão compartilhando sua fé e melhorando a vida das pessoas no espaço público. A seguir, algumas das principais instituições que estão fazendo a diferença nas comunidades ao redor do mundo.
Child Impact International
Fundada em 1966 sob o nome Asian Aid, a Child Impact International nasceu com o objetivo de patrocinar a educação de crianças carentes na Índia. Desde então, a organização cresceu e atua hoje em mais de 20 países. Seu escopo foi ampliado e hoje inclui o combate ao tráfico infantil, casamentos forçados, abandono de bebês, pobreza extrema, trauma e abuso. Atualmente, mais de 5.000 estudantes são patrocinados.
Christina Donesky, gerente de patrocínio para países asiáticos, é filha dos ex-missionários Orville e Odil Donesky, e tem uma verdadeira paixão por servir às crianças. Ela diz que sua paixão pela missão nasceu na infância, influenciada pelo exemplo dos pais. Sua principal missão é encontrar patrocinadores para crianças necessitadas e incentivar doações. Sua mãe, que a ajuda no estande da exposição, afirmou que, como família, sentem-se felizes por servir ao Senhor desta forma, buscando “fazer a diferença na vida dos mais vulneráveis”.
Adventist Child India
Próximo ao estande da Child Impact International está o da Adventist Child India, outra organização adventista cujo foco principal também está na Índia. William e Nancy Mark atuam com a entidade desde 2013. Ambos são filhos de educadores e missionários adventistas, e deixaram a vida empresarial para servir na missão. Nancy conta que se inspirou nos pais, que foram missionários na Índia — país onde ela nasceu.
A Adventist Child India patrocina 1.463 estudantes em 34 escolas adventistas, priorizando crianças vulneráveis de famílias adventistas de baixa renda ou com apenas um dos pais. Nancy diz que, por meio desse trabalho, fez amizade com muitas crianças e ora por elas sempre que visita escolas na região. “Sinto que Deus me chamou. Muitas vezes, quando você ama, as pessoas respondem com amor.” Apesar da saudade dos filhos e netos, Bill e Nancy dizem estar felizes por servir a Deus na Índia, para onde foram enviados por Ele.
Maranatha Volunteers International
A Maranatha Volunteers International é uma organização voltada para a comunidade, fundada em 1969. John Freeman, fotógrafo comercial e pai de cinco filhas, buscava uma forma de envolver sua família em ações solidárias, especialmente durante as férias. Reuniu familiares e amigos para projetos de construção de igrejas e escolas. Com o tempo, mais pessoas começaram a doar e participar, até que, nos anos 1980, o grupo se formalizou como organização de voluntariado.
Kenneth Weiss, gerente de operações, atua há mais de 29 anos na Maranatha. Segundo ele, a organização já investiu cerca de 1,2 bilhão de dólares ao longo das décadas em construções de poços, igrejas, escolas, hospitais, entre outros. Milhares de voluntários contribuem pagando suas próprias despesas para participar dos projetos.
O primeiro grande projeto da Maranatha ocorreu na Costa Rica e é lembrado até hoje. Outro aconteceu na República Dominicana em 1992, onde 25 igrejas foram construídas em 70 dias. Atualmente, mais de 2.000 voluntários atuam em 10 países, incluindo Brasil, Canadá, Cuba, República Dominicana, Índia, Quênia, Paraguai, Estados Unidos e Zâmbia. Quando perguntado sobre o que o inspira a continuar, Weiss respondeu: “É a transformação que você vê ao longo do projeto, quando as pessoas se unem ao reino de Deus. É o trabalho do Reino.” Ele acrescenta: “São as pequenas decisões individuais que demonstram a intervenção divina.”
ADRA
Desde sua fundação em 1983, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) expandiu sua atuação para 120 países. De acordo com Jennifer Stymiest, especialista em comunicação da ADRA Internacional, o objetivo é encontrar as pessoas onde elas estão. Por isso, a ADRA atua em áreas como educação, saúde, resposta a emergências e melhoria de meios de subsistência.
A agência trabalha por meio de escritórios nacionais, que identificam as necessidades locais e atuam com base em recursos obtidos com agências parceiras. Entre as ações recentes, a ADRA prestou assistência a vítimas de inundações em Mianmar, de tornados no Missouri (EUA) e de incêndios florestais na Califórnia.
Woven Dignity
A Woven Dignity está celebrando cinco anos de atuação. Ruth Boyd, enfermeira e ex-missionária na Indonésia, mudou-se com o marido para o Líbano para servir como missionária. Como não pôde continuar atuando na enfermagem no novo país, sentiu-se chamada por Deus a fazer algo diferente. “Senti que Deus me chamava para fazer algo pela humanidade,” disse ela.
Por meio de seus amigos missionários que atuam como pioneiros da missão global nas comunidades vizinhas, Ruth descobriu uma necessidade dentro da comunidade de refugiados. Ela soube que mulheres refugiadas estavam enfrentando dificuldades com sua nova realidade. Ruth passou então a trabalhar com os pioneiros da missão global para identificar algumas dessas mulheres dispostas a compartilhar suas necessidades, e juntas começaram a confeccionar cartões artesanais. Atualmente, o grupo conta com cinco mulheres que representam 28 famílias. “Tem sido uma jornada incrível trabalhar com essas mulheres para devolver-lhes a dignidade”, disse Ruth. Por meio da confecção de cartões e das doações recebidas de apoiadores, a organização supre as necessidades básicas dessas mulheres refugiadas, oferecendo recursos para aluguel, alimentação, mensalidades escolares para seus filhos e assistência médica sempre que necessário.
As mulheres se reúnem semanalmente com os pioneiros da missão para momentos de oração e partilha, e mensalmente com Ruth. Durante os encontros, elas fazem artesanato, leem histórias bíblicas, compartilham refeições e necessidades. Ruth afirma que seu objetivo vai além de atender às necessidades diárias — ela ora para que um dia essas mulheres conheçam a Cristo. “Mas elas não podem conhecer Jesus enquanto suas necessidades básicas não forem atendidas,” conclui.
Essa missão é resumida nas palavras escritas por Ruth no folheto da organização:
“Esses cartões são costurados à mão por mulheres refugiadas que vivem no Líbano. Cada história é única e, ao mesmo tempo, trágica. A maioria fugiu do Iraque e da Síria, de situações que mal conseguimos imaginar… Nosso objetivo na Woven Dignity é oferecer trabalho justo e sustentável para essas mulheres.”
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